20mar

Respirem fundo: vamos falar da sogra?

Que atire a primeira pedra quem nunca falou mal da sogra.

(desculpa aí, sogrinha, mas seu cargo envolve toda uma polêmica!)

 

Fato é que quando a gente casa, assume todo um combo! E embora ela tenha uma fama que (nem) sempre faz juz ao seu comportamento, sogras serão sempre sogras!

 

É cada coisa que a gente escuta nos grupos de whatsapp e na vida, que as (nem sempre) coitadas precisam de uma benzedura.

 

Vamos falar delas então?

 

Sogrinhas do meu coração, ajuda as novinha aqui?

 

Vocês são experientes, já passaram por uma gestação, pelo pós parto e também já educaram uma criança. Vocês sabem as dores e delícias disso tudo!

 

Apoie essa nova mãe, não precisa ensinar porque ela vai aprender de um jeito ou de outro, mas volte suas atenções para ela.

 

Incentive, elogie, empodere e dê o seu melhor pra ela, você já esteve nesse momento e sabe que o buraco é bem mais embaixo.

 

O seu neto vai ser mais feliz e seu filho também!

 

De verdade, esse vínculo, vai fazer bem pra família inteira. (toca aqui e vamos chorar as pitangas juntas)

 

Noras, respirem fundo várias vezes e paciência. Nós também vamos ser sogras um dia, né?

 

Pra dar uma ajudinha nessa relação mapeei aqui alguns tipos de sogras, e umas diquinhas pra elas ajudarem a gente e vice versa.


Ah! Tudo pode ser substituído por tipos de mães também. Porque tem umas mães, que virge Maria cruz credo! (não é o caso da minha. Pelo menos não todo dia, beijo mãe, te amo <3)

Como anda sua relação com sua sogra?

Imagem do filme A Sogra com a Jennifer Lopes e a Jane Fonda.

 

Tem uns tipos de sogra também que deviam ser modelo a ser seguido, tipo referência intergalática (AMADAS).

 

Sogra/Mãe Dramática

“Ninguém mais vem me ver” ou ainda “Tô com uma dor no peito, acho que vou morrer”.

 

Calma né minha gente, ter filho demanda bastante tempo, então se você ficou um pouco de lado, entenda. Logo mais vai ter um netinho lindo que não vai desgrudar de você!

 

Vó é tudo de bom, noras liberem os filhos sem medo, passe as instruções básicas pras sogrinhas e confiem. Brincadeira de vó não tem igual.

 

Sogras se ofereçam para visitar ou levar o neto pra passear, se os pais já tiverem seguros em relação a isso. Siga as instruções alimentares e as restrições (faz  favor né) .

 

Seu neto, é cria da sua criaq, não se preocupe a fruta não cai muito longe do pé. 😉

 

Sogra/Mãe clássica

Aquela que conta a história da família, acolhe todo mundo e não deixa ninguém ir embora. Desce aquela caixa de memórias a cada visita. É o tipo fofinha com coque no cabelo.

 

Sogras lindas, que tal guardar uns assuntos pra próxima visita? Separa umas emocionantes e nada de falar da ex nora (faz uma seleçãozinha antes porfa).

 

Noras, conhecer a história da família do marido pode ser chato as vezes, mas é super legal e vai te dar dicas de futuro (pode acreditar).

 

Todo mundo vai amar e lembrar pra sempre.

 

Sogra/Mãe teatral

Aquela que precisa dizer um longo monólogo na despedida de uma visitinha rápida.

 

Quem tem filho sabe, o tempo é precioso.

 

Sogrinhas, ajuda nóis a dar aquela namorada?

 

Norinhas, não façam perguntas (hahahahah).

 

Sogra/Mãe modernete

Aquela que você encontra na balada. E quando o neto dorme na casa dá o celular pra ele brincar.

 

Sogras, se os pais acham legal dar o celular, bom, se não gosta, respeita eles?

 

Deve ter algum motivo para eles não quererem que o filho mexa no aparelho né. (vai ver eles são vintage)

 

Noras, não dá pra controlar tudo e é legal vó e neto ter alguma coisa só deles.

 

A gente vai ser vó um dia e é bem provável estarmos nessa categoria, né nom?

 

Sogra/Mãe pau pra toda obra

Aquela que joga um carteado com você e toma um vinhozinho falando besteira.

Essa é daquelas sogras que dá vontade de deixar o marido em casa e ir na casa dela bater um papo. Suas lindas, continuem assim!

 

Noras se sua sogra é assim, aproveita muito!

 

Sogra/Mãe fofolete

Aquela que vive falando com o seu marido como se ele fosse um bebê, com voz de quem fala com bebê e tudo.

Como lidar com a sogra?

Sogras parem, pelo amor, não tem nada mais brochante do que ver seu marido com aquela cara envergonhada de quem tem 8 anos.

 

Transfira sua fofura para o se neto.

 

Noras, segura o carão e respira fundo, seu filho vai crescer e a gente se vê lá (hahaha).

 

Sogra/Mãe feminista

Aquela que toma partido pro seu lado, te entende e fica do seu lado, porque é mulher e sabe o quanto a relação fica difícil com a chegada de um bebê.

 

E o melhor, elas ainda falam pro filho ficar quieto quando tão falando besteira! (AMO)

 

Sogras, continuem assim.

 

Noras, aproveitem!

 

Sogra/Mãe que quer ser a mãe do neto

Aquela que fala aos quatro cantos que a criança é a cara dela.

 

Não é sua cara não e é tudo o que tenho pra dizer. (HAHAHAHAH)

 

Seria muito melhor se a gente olhasse pras sogras com mais amor e vice versa, sem muitas cobranças, críticas e julgamentos.

 

Sogras, tentem lembrar de quando foram mães e como foi esse momento.

 

Noras, não se esqueçam da sua sogra quando forem uma! (hahahah)

 

Claro que tem casos em que a relação com a sogra é melhor do que a relação com a mãe e ela se torna uma segunda mãe (AMO).

Só Freud explica!

 

Que tal encaminhar esse texto pra sua sogrinha? Do bem ou do mal, seja ela Ruth ou Raquel, vai ser legal!

06fev

8 Dicas de presentes para gestantes

Gente, tem uma mulher atrás daquela barriga toda! JURO!

Tem uma criança dentro dela e todo mundo tá muito ansioso por isso, mas as vezes a ansiedade é tanta que esquecem da moça ali carregando a barriga.

Quando estamos grávidas além de muito sensíveis a mulher fica imersa nesse universo que é a gestação e a maternidade.

Presentes para grávidas

Lemos livros, participamos de grupos de gestante e eu confesso que sempre que via uma família, ficava observando atenta.

É um momento de adaptação e de transformação e em meio a tantas mudanças esquecemos da gente.

As pessoas também esquecem. Todos estão envolvidos na chegada do bebê, afinal de contas nove meses passa voando!

São os móveis, a decoração do quarto, as roupinhas, os acessórios, os produtos de higiene, as fraldas…nossa entra muita coisa nessa lista de coisas a fazer.

A família toda ajuda nesse momento, ganhamos muita coisa de presente para o filhote.

Mas e os futuros pais? E essa mulher maravilhosa que tá nesse turbilhão de emoções?

Presenteie os pais também, porque não?

Vou sugerir aqui alguns presentes legais, para cuidados com a mulher grávida e uns mimos também. Se tiver mais ideias me manda?

 

1 – Caixinha de produtos com cuidados para a pele da gestante

É legal montar um kit pra ela, com óleo para prevenir as estrias, esfoliante para os pés, filtro solar e pode acrescentar aquelas pomadinhas com lanolina para o bico dos seios (são milagrosas para o início da amamentação).

Procure produtos com cheiros suaves ou próprios para gestante. Alguns produtos têm ingredientes que não são recomendados para grávidas.

Tem outros que o cheiro é muito forte e muitas mulheres enjoam só de abrir a embalagem.

 

2 – Massagem

Porque não oferecer uma sessão de massagem com um massoteraputa especializado?

Não tem coisa melhor que uma massagem. As grávidas ficam super ansiosas e uma massagem acalma e relaxa.

Tenho certeza que fará bem para os bebês também.

Ah, os pais também podem ganhar, né.

 

3 – Roupas para a gestante que ela possa usar depois

Aposte nesse item que é certeiro! Quando ficamos grávidas perdemos parte do nosso guarda roupa.

Tem vestidos que servem para gestantes, também para a amamentação e ainda podem ser usado depois dessa fase. (dá uma olhada aqui)

Sonde a mãe da grávida para saber que numeração ela usa ou dê um kit de sobrevivência para grávidas. Gente, sério, esses kits são ouro! (Você encontra aqui)

 

4 – Faxineira

O casal não tem diarista, nem faxineira? Taí um ótimo presente.

Durante a gravidez bate um cansaço tão grande e depois com a barriga não dá pra fazer quase nada.

Claro que se eles não tiverem alguém pra ajudar, o maridão pode botar a mão na massa. Mas é legal deixar ele mimar um pouco a mulher que tá toda sensível, principalmente quando tá perto do nascimento.

Dá um descanso pros dois e dá uma faxina de presente antes da chegada do bebê.

 

5 – Um dia de salão de beleza

Nada como alguém cuidando de você. Um corte de cabelo ou só alguém lavando e massageando seu cabelo já dá uma paz.

Mesmo pra quem não gosta de mexer no cabelo tem as unhas. Dê um dia de manicure ou um podólogo para os pés.

É gostoso cuidar da gente e isso vai dando confiança e liberando ocitocina. Excelente para a hora do parto (hahahah)!

 

6 – Garrafinha de água

Ótimo presente porque amamentar dá uma sede danada! E ter uma garrafinha cheia que você pode levar para qualquer lugar é maravilhoso.

Procure alguma que seja térmica, assim se tiver calor dá pra colocar água fresca e se tiver frio dá pra tomar um chazinho.

 

7 – Uma conta netflix por um ano

Um luxo, eu queria ganhar de presente!

Sugestão de presentes para grávidas

No último trimestre a disposição diminui um pouco, então poder ficar de pernas pro ar e assistir algo interessante vai ser mara.

Principalmente nos primeiros meses que o bebê ainda não engatinha pela casa e nem tenta escalar coisas, dá para o casal se atualizar nas últimas séries do momento.

 

8- Um livro sobre gravidez

Essa é uma ótima maneira de incluir o pai durante a gestação.

Às vezes eles se sentem um pouco de fora e também sem entender as mudanças na mulher.

Tem um livro mais bem humorado que chama Diário de um grávido, é legal porque é do ponto de vista de um homem.

Tem uns presentes exóticos, eu sei, mas né, vamos ser criativos e também generosos com os pais de primeira viagem, eles merecem!

27out

Dicas de como usar o Pinterest

Eu tenho o Pinterest há uns 4 anos, mas confesso que no início não entendia bem a dinâmica da coisa. Usava mais pra buscar referências e inspirações, uma vez aqui outra acolá. Mês passado fiz uma vídeo conferência a convite do próprio Pinterest e me apaixonei ainda mais.

Ah, se você já conhece bem o Pinterest, talvez esse post não seja pra você, pois vou dar umas dicas bem básicas de como usar essa plataforma. Resolvi escrever porque algumas pessoas me pediram dicas nas ultimas semanas. Então lá vai.

Mas afinal, pra que serve esse bendito Pinterest?

O pinterest é uma plataforma de descoberta visual onde você salva e compartilha ideias e referências de diferentes interesses.

Sabe aquele monte de pastinha de inspiração que a gente sai salvando da internet direto pro computador? Com o pinterest você simplesmente “Pina” essas coisas que te interessam e organiza em seus paineis. O legal é que dá pra acessar seus paineis de qualquer lugar, inclusive do aplicativo do Pinterest no celular, que funciona muito bem e eu amo!

Você pode Pinar (é o ato de selecionar qualquer coisa e jogar pra dentro do seu perfil no pinterest) de dentro do pinterest e também de fora dele. TUDO na internet é Pinável.

Os paineis podem ser públicos ou privados. No meu perfil, eu deixo como público todos os pins referentes aos posts do blog (que no caso ainda estou completando, tá pobrinho o bixo!) e as minhas coisas pessoais deixo no privado: ideias de posts pro blog, decor da minha casa nova, corte de cabelo que quero fazer, organização da casa, moodboard e inspirações pra criar as peças da Agora Sou Mãe e por aí vai.

dicas-como-usar-pinterest

 

Sobre como usar o Pinterest na prática:

Exemplo 1: você vai organizar o chá de bebê do seu filho e está buscando ideias.

Primeira coisa é criar um painel “Chá de Bebê” dentro do seu pinterest. Depois a pesquisa pode ser feita pelo buscador do Pinterest ou em qualquer site externo. A maioria dos sites grandes já possuem o botão de Pinar, mas caso não tenha, você pode baixar o botão do Pinterest pro seu navegador. Já aviso, vicia! A partir daí, é só Pinar qualquer imagem ou matéria que te interesse e selecionar o painel Chá de Bebê.

Eu já tenho o meu: olha só!

Painel Chá de bebê Pinterest

 

Exemplo 2: você viu um monte de matérias legais, mas tá no trabalho e quer ler depois.

Você pode criar um painel chamado “Leitura” e deixar esses pins lá, depois é só entrar nos pins e você é redirecionado pro site do seu interesse. O legal é que todos os Pins são representados por imagens, então fica muito mais fácil e intuitivo de encontrar o que você quiser.

Não existem limites de Pins e Paineis. Ou seja, o céu é o limite!

Você também pode seguir “Pinadores” (contas de pessoas no Pinterest) do seu interesse. Assim, além de ter informações disponíveis no campo de busca, você acessa no seu Feed de notícias.

Ah, e já deixo o convite pra seguir o perfil público do Agora Sou Mãe no Pinterest! basta clicar no texto anterior ou acessar Pinterest.com/agorasoumae

Neste link tem dicas de como Adicionar o botão do Pinterest ao seu navegador! Assim você pode sair pinando mesmo se não encontrar o famoso botãozinho vermelho!

beijos!

 

05mar

Blog no Youtube!

Demoreeeeeei. Eu sei.

Gente, que sufoco gravar vídeo. Mas até que gostei da coisa, sabe?
Acho que é uma maneira de “desvirtualizar virtualizando” (confuso, mas foi o termo ideal pra mensagem que eu queria passar). Muitas vezes acho que não consigo me expressar somente pela escrita, ainda mais eu, que sou A pessoa das caras e bocas.

Mas chega de blablablá (ou não, porque o blablablá tá grande!), a partir de agora vocês podem acompanhar o blog também em vídeo!

Dá um desconto porque foi a primeira vez que eu encarei uma câmera. Tô crua! hehe.

E já tem outro logo em seguida com os produtos de higiene que eu uso no Dudu (farei outro post no blog pra render! haha)

Ah, e se inscreve no canal! Porfaa. 🙂 #agorasoupidona

Beijão!

14jan

O fantasma do filho único

Filhos únicos são egoístas e solitários. Pensam que são reis do mundo.

E pais que optam por um único filho são egoístas também.

Famílias grandes são mais felizes.

Quando vai ter outro? Não vai dar um irmãozinho(a) pra ele(a)?

Crown

 

Duvido algum pai ou mãe de filho único que não tenha ouvido pelo menos duas dessas frases. Embora eu já tenha ouvido todas. E falei também! Confesso.

O fantasma do filho único só perde pra um no ranking dos incompreendidos e julgados formatos familiares. E o Oscar vai para: O casal sem filhos por opção.

Algumas pessoas agem como se não ter filhos fosse um desacato à condição humana. Eu sinceramente, respeito e entendo a opção, embora pense diferente.

Não curto a ideia de terceirizar a criação. Vejo muita criança mais apegada à babá do que à mãe. Acho que isso me desmontaria. Ser mãe é muito diferente de ter um filho. Qualquer uma pode ter filhos aos montes, fica ainda mais fácil quando se tem dinheiro, avós, escolas boas, etc. É só pedir pra babá trocar a fralda e postar foto do bebê Johnson na rede social. Agora devolve que ele regurgitou.

Tem gente que tem filho porque gosta de bebê. Porque tá na onda dos amigos. Porque gosta de brincar de vez em quando com criança. Eu entendo que ter filho é também abrir mão de muita coisa, por muito tempo. Educar é a tarefa mais repetitiva e cansativa do mundo. É doar uma parte de ti tão grande que tu descobres que tem o dobro do teu tamanho. É se desdobrar em mil. E como cansa!

Ao mesmo tempo em que a sociedade julga um único (ou nenhum) filho, a mulher que ainda opta por cuidar da casa e da família é menosprezada, vista como incapaz, ou até preguiçosa. “Maternidade não é desculpa, mulher pediu pra ser igual, agora vai ter que dar conta de tudo!” Só que eu conto nos dedos os pais que realmente assumiram a outra ponta da corda. É matemática. Tirou daqui, alguém precisa colocar ali.

Só pra esclarecer, não sou contra ter babá ou deixar com avós. Eu tenho a maior sorte de poder ter as duas coisas e do Dudu ter um pai presente. Só acho que a babá é uma ajudante da mãe, e não o contrário. E acho essencialmente saudável que a mulher tenha vida fora da maternidade.

Ah, o assunto aqui é o segundo filho! Quer saber minha opinião?

Ter um filho só está sendo maravilhoso. Depois de 3 anos eu tenho liberdade, tempo livre, consigo namorar, trabalhar, viajar, festar, cuidar de mim AND ser uma boa mãe. Sem falar que o Dudu é nosso parceiro em tudo: restaurante, chá de cadeira, avião. Ele topa todas e, logicamente, dá bem menos trabalho do que se fossem dois.

Por outro lado, eu estou disposta a abrir mão dessa “mordomia” um belo dia. Só que esse belo dia ainda não chegou. Talvez chegará final desse ano. Porque a recompensa pelo sacrifício, no meu caso, ainda é infinitamente maior.

02nov

Filhos órfãos de pais vivos

Semana passada, assisti a um vídeo sugerido pela psicóloga do meu grupo de terapia, que falava sobre “filhos órfãos de pais vivos” (veja o vídeo aqui!). Apesar da conotação religiosa do vídeo, que foi feito em um congresso chamado “Mulheres diante do trono”, refleti muito sobre a fala de Helena Tannure nos primeiros dez minutos e fiquei com vontade de compartilhar a reflexão com vocês.

Segundo a palestrante, a expressão foi retirada do livro de Sergio Sinay, “Sociedade dos filhos órfãos – quando pais e mães abandonam suas responsabilidades” (que eu ainda não li, mas estou louca para ler). Apesar de ela soar um tanto exagerada, acredito que a ideia do autor era, justamente, chamar a atenção para esse abandono afetivo cada vez mais recorrente.

Boy with absent parents

Engraçado que na mesma época em que soube do vídeo pela primeira vez, uma amiga ligou querendo conversar sobre o dilema que está vivendo entre continuar trabalhando ou passar mais tempo com a sua filha. Ainda não finalizamos a conversa, mas pensando sobre esse desabafo e depois de ouvir a fala da Helena, concluí que estar com os filhos deve ser sempre prioridade e a escolha mais importante.

Já deixo claro que essa é a MINHA posição. É a posição da Juliana mãe, Juliana estudante de Psicologia, Juliana que adora observar o comportamento das crianças e dos seus pais e da Juliana que adora repensar a sua maternidade. Como só posso falar do lugar onde estou, só posso falar através das lentes da minha própria experiência. A intenção também não é criticar ninguém porque eu mesma sempre coloco a minha postura na balança. Mesmo sabendo que não terceirizo por completo a educação do meu filho, sei que poderia ser muito mais presente na vida dele.

Enfim, Helena traz na sua fala um ponto importante que percebo ser uma dúvida constante na cabeça das mulheres que se tornam mães: trabalhar ou não trabalhar fora? Acredito que essa é uma questão bem individual. Algumas gostam de verdade e precisam se desenvolver na área profissional porque isso é um valor importante para elas. Outras o fazem porque precisam do dinheiro e outras decidem por deixar um pouco a carreira de lado para se dedicarem exclusivamente à prole. Penso que todas essas escolha são muito dignas, se forem feitas pelo coração e se forem uma escolha consciente das mães.

Vejo muitas atendendo à cobrança da sociedade e indo trabalhar com o coração apertado. Sei que várias irão alegar que precisam trabalhar fora porque a família precisa daquele valor, mas digo que conheço inúmeras mães que criaram trabalhos alternativos (artesanato, venda de roupa, blog, empresa de decoração de festa infantil) para poder ganhar dinheiro e ao mesmo tempo, ficar mais tempo com os filhos.

Porque a questão não é nem o trabalhar fora em si, mas o tempo dedicado ao trabalho que é, consequentemente, retirado do tempo que se passa com os filhos. Para as que utilizam o argumento de que o que vale é a qualidade do tempo, aviso que já ouvi muita teoria psicológica contra essa velha afirmação porque a quantidade importa sim, e muito. A qualidade também, mas ela não retira a importância da quantidade de tempo.

Pensando sobre esse assunto, lembrei de um dos meus textos mais acessados e comentados até hoje foi o Não tenha filhos! aonde escrevo, justamente, sobre essa responsabilidade dos pais. Quando o escrevi, fiquei com medo das críticas, mas depois fiquei abismada com o tanto de pessoas que pensam como eu:

“(…) se você não está disposto a ser pai ou mãe, o que vai muito além de apenas ter um filho, se a sua imagem de paternidade ou maternidade se baseia naquelas crianças sorrindo brincando no parque (o que acontecerá em 0,0001% da sua semana), se você pensa em tê-los para não se sentir sozinho no futuro ou para corrigir erros que você mesmo cometeu na vida, não tenha filhos! Não transfira para uma criança toda a sua carga de frustrações ou a responsabilidade de transformar a sua vida. Sim, crianças trazem alegria e te apresentam um amor sem tamanho, mas elas exigem muita doação, muita entrega e muito tempo disponível”.

Se você, assim como eu num primeiro momento, está achando que não está incluído nesse grupo de pais ausentes, que eles são uma aberração e estão muito distantes de você, convido-lhe a se auto observar com calma, atenção e honestidade. Repare em quantas vezes você diz “já vou”, “agora não dá” ou fica passeando nas redes sociais ao invés de dar atenção ao seu filho.

Calma, a ideia não é que ninguém corte os pulsos ou se abandone por completo. Tudo é uma questão de bom senso, mas procure refletir sobre o que você quer para o futuro do seu filho, o que vem fazendo para isso e o quanto o amor é algo que não pode ser substituído por grandes festas, viagens ou presentes.

Até o próximo mês e aguardo a participação de vocês.

Escrito por Juliana Baron Pinheiro – Blog Psicologando

Juliana Baron é um milhão de mulheres em uma só e isso, às vezes, gera uma confusão absurda (por isso, tanta terapia) e, consequentemente, muito assunto para escrever. É apaixonada pelo universo feminino e pretende trabalhar com ele assim que se formar em Psicologia. É mãe do João e está grávida de mais um menino, mas jura que vive uma vida para além da maternidade. Gosta de ler, de escrever, de organizar armários, de colecionar coisas e de relembrar a infância.

 

Veja mais artigos da Ju aqui no blog:

Por uma infância de verdade

Sobre a segunda gravidez

As mãe pira