14fev

Maternidade: Expectativa x Realidade

Ah, saudade de quando minha única preocupação com a maternidade era educar meu filho.

Como assim? Você não educa mais?

Ah, a saudade era de quando eu educava e ele nem tinha nascido!

Sim. Eu educava antes mesmo de saber que queria teria um filho. Duvido que tô sozinha nessa. Bate aqui se tu tá nessa loucura comigo.

Quantas vezes a gente educou uma criança na imaginação e deu super certo?

E confesso, era facinho facinho, mamão com açúcar.

Eu sou ótima pra educar assim. Sempre sei a coisa certa a dizer. (Pelo menos nos ensaios no chuveiro eu sempre sou ótima!)

É cada situação que eu tiro de letra. (ironia modo on)

Nossa, como sou sensata e capaz de oferecer uma excelente e equilibrada educação. (Digo pra mim mesma, num ensaio sobre uma possível crise que ainda não aconteceu e que, logicamente, eu contornei muito bem)

Mas como aquelas mães deixam as crianças ficarem naquela folga toda?

AH, POIS É!

A maternidade é um eterno jogo de expectativa x realidade.

Tem algumas coisas que a gente precisa falar!

 

  • Amamentação

Meu filho vai mamar só no peito. Meu sonho é amamentar. É tão natural isso.

Essa é, talvez, a primeira frustração. Não é tão natural assim, e dói. As vezes sangra e racha. Tem gente que consegue e gente que não consegue. E tá tudo bem.

O que importa é alimentar o bebê e dar o seu melhor!

 

  • Os brinquedos

“Quando meu filho nascer, ele só vai ter brinquedos educativos. Televisão só mais velho e ipad nem pensar! “(dou risada só de lembrar disso!)

Daí você monta um quarto montessoriano, tem lugar para os brinquedos todos (um brinquedo mais fofo que o outro). Daí que ele fica dois minutos com cada brinquedo e larga (ou resolve passar horas com uma garrafa pet. sustentável!)

Sua casa vira um campo minado de lego (é cada pisada de pé que nois dá! dói no fundo da alma!)

 

  • Rotina

Meu filho vai dormir a noite inteira. É só seguir a rotina certinho que ele vai ser calmo e não dar trabalho. Os pais exageram um pouco falando que os filhos não dormem, devem estar fazendo alguma coisa errada!

Aham, e eu também não tenho olheiras eternas. A criança não é um robô. De fato rotina ajuda, mas não é assim tão milagroso. Tem criança que não dorme mesmo! (e azar o meu, e o seu, e o de quem mais for sorteado na roleta russa do sono infantil!)

 

  • Alimentação

“O filho da Ana não come brócolis, isso não vai acontecer com meu bebê. Ele vai comer de tudo e orgânico, claro.”

Daí começa a introdução alimentar e seu filho não gosta de nada, cospe tudo em você, no chão e nas paredes! É cada macarrão que nois dá e eles amam! (hahahahah)

É bom apresentar os legumes e as frutas e te-los sempre no prato, mas forçar não vai levar ninguém a lugar nenhum. Vai oferecendo que uma hora eles vão provar e vão gostar. (mas tem coisa que não tem jeito…)

 

  • Vida social

“Vou manter minha vida social, sair com os amigos, viajar, fazer academia…é só deixar o bebê com a minha mãe, minha sogra, a dinda!”

Daí você tá toda produzida pra sair, é só levar o filho. Bate aquela preguiça de tirar a criança da rotina, porque você já imagina o dia seguinte e sabe que vai ser o cão.

As vezes vale a pena, porque você desliga um pouco dessa rotina cansativa. Encontra com os amigos só pra conversar assuntos de adultos!

Vai ter os dias que você vai querer ficar em casa sim e tudo bem também!

 

  • Dia dia da educação

“Birra, isso é coisa de criança mimada. Meu filho não vai fazer birra nunca!”

TOMA! Tá lá ele jogado no chão do supermercado se debatendo e gritando enfurecidamente! Tá lá ele fazendo birra na cara do pediatra!

Ah, Põe a culpa no sono! haha #quemnunca

Respira fundo que não é a primeira nem a última.

 

  • Desfralde

“Não deve ter segredo, vou colocar um penico no banheiro bem fofo, com tampa, daqueles que tem música. Certeza que ele vai amar.”

Daí ele olha o troço e chora. Você tenta colocar ele ali um pouquinho e o treco parece que tem espinho. Ele sai correndo pela casa e faz xixi por todo canto, inclusive em você!

Conta até dez e limpa tudo. Vai acontecer de novo.

 

  • Convivendo com outros bebês

“É importante ter amigos desde bem pequeno, conviver com outras crianças pra brincar. Eles vão ficar amigos para sempre!”

Daí você chama as amigas mães, que têm filhos com idade parecida e socorro. Eles se mordem, se puxam, disputam o brinquedo, brigam, choram e isso tudo num loop sem fim.

Eles vão brigar muito ainda, mas não desiste, amigo de infância é aquele quentinho no coração.

É minha amiga, em tudo na vida expectativa é furada.

A gente sempre tem uma imaginação muito melhor do que é a realidade.

 

Quando abrimos mão do que a gente imaginou a vida fica leve e passamos a dar belas gargalhadas.
Confesso que tenho crises e crises de riso sozinha lembrando o antes e o depois!

26jul

Por que meu nariz me torna uma mãe melhor

Toda mãe precisa de aliados pra dar conta do recado.

Tirar água de pedra, coelho da cartola… Tudo isso é para os fracos.

Dureza mesmo, é conseguir apertar botão de elevador com as duas mãos carregadas (e no meu caso, a carga é pesada, level hard!).

A Miá Melo disse que descobriu no seu pé um grande aliado na maternidade.

Eu concordo com ela e, além do meu amado chulezento, eu não poderia deixar de dar créditos ao meu nariz!

O botão do elevador para o andar onde moro fica na exata altura do narigon. Ou seja, muito alto para duas mãos carregadas de sacola, brinquedo, filho, mala, periquito e papagaio.

Então… um salve pra minha napa!!!

Ah, e tenho milhões de outros aliados que me ajudam a manter a sanidade: aquela escapada no banheiro pra meditar e escapar da responsa; o iPad sossega leão; aquela chantagem/ameaça necessária “se tu fizer isso eu tiro o video game do fim de semana”… Tudo aquilo que não é politicamente correto, mas se usado com parcimônia, funciona que é uma beleza!

E viva os nossos aliados!

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09jun

O começo da vida [minha opinião sobre o filme]

 

Desde semana passada está disponível no NetFlix o documentário “O começo da vida”. Ontem eu finalmente consegui assistir e queria compartilhar minha opinião.

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Resumindo em poucas palavras (bem poucas, porque você pre-ci-sa assistir!), o filme fala de diversos aspectos do desenvolvimento infantil, do papel dos pais e cuidadores da criança e, principalmente, do que os adultos precisam fazer para entregar crianças que possam, de fato, contribuir para o futuro da humanidade. Tudo isso com enfoque na primeira infância, como o próprio nome do filme diz.

Entre os temas explorados estão: a compreensão da criança como um ser e como ela aprende a ver o mundo; o processo de construção da auto estima; experimentações, estímulos e conexões neurológicas; crianças como investimento na sociedade e o que isso representa na economia mundial; a importância do papel do pai; relacionamento com avós e cuidadores; contato com a natureza, consciência ecológica e alimentação, etc.

Tudo é apresentado de uma forma muito rica, com embasamento científico de profissionais espalhados pelo mundo (de diversas áreas) e ilustrados por personagens da vida real! As imagens são realmente lindas e tocantes e o conteúdo é divino! Convida a gente a refletir sobre quase tudo na criação dos nossos filhos, de uma forma bem positiva e construtiva.

 

E claro, fala de maternidade!

Quando resolvi comentar sobre o filme no meu snapchat (agorasoumae), contei que algumas partes me causaram um certo desconforto. Isso por ter sentido nas entrelinhas ideias como: “mãe precisa parar de trabalhar pra ficar com seu filho” ou que “seu filho vai ser uma pessoa melhor para a sociedade se você parar sua vida profissional, mesmo após a licença maternidade, para ficar com ele”.

Até achei que pudesse ser uma interpretação pessoal e isolada, mas depois que dei a cara a tapa no snap, recebi alguns comentários de mães que se sentiram incomodadas (e até com remorso), sobre esse ponto do documentário. Quero ressaltar que em momento algum eles recomendam que as mães não trabalhem pra cuidar dos filhos. Foi realmente nas entrelinhas, mas o suficiente pra deixar esse viés de interpretação, que eu e outras mulheres possam ter sentido.

Ah! E eu faço parte do privilegiado grupo de mães que pôde se dedicar exclusivamente ao filho durante os primeiros anos de vida.

Mas sabe por quê?

Porque eu estava feliz nessa situação, e assim eu escolhi. Embora eu trabalhasse num local que adorava, não tinha uma carreira sólida nem muito a perder. Colocando na balança minhas perdas e ganhos, foi muito fácil optar por ficar com o Dudu e pedir minha demissão. Além da minha família, naquela época, não depender da minha renda, o que foi primordial pra essa tomada de decisão.

Só que não podemos esquecer que existem mulheres que dependem financeiramente do seu trabalho, e outras que amam e simplesmente são mais felizes trabalhando fora após a expiração da licença maternidade. E outros ene motivos – que não nos dizem respeito – que fazem com que essas mulheres voltem ao trabalho. E isso, definitivamente, não determina o tipo de criança que a sociedade vai receber no futuro.

Segundo o documentário, crianças precisam de amor, dedicação e brincadeiras e conversa. Elas precisam de alguém diuturnamente de corpo e alma, comprometidos e interessados no seu crescimento. E esse alguém não precisa ser só a mãe. Esse alguém pode – e deve, ser “alguéns”. O pai, os avós, a escola ou até mesmo a babá.

Conheço “mães em tempo integral” que estão ali só de corpo. Vivem no celular, muitas vezes carrancudas e, mesmo passando o dia todo com a criança, sequer despendem sua atenção para ouvir o que ela precisa.

Assim como conheço mães que trabalham oito, nove, dez horas por dia e fazem literalmente um terceiro turno. Conversam, escutam e enxergam as necessidades de seus filhos.

E vem querer me dizer que qualidade de tempo não importa?

Importa sim! Criança precisa de mãe por inteiro, e feliz em ser mãe.

Claro que precisa existir um bom senso e equilíbrio entre qualidade e quantidade. A presença só é sentida quando a gente dedica um bom tempo do nosso dia aos filhos!

Mas por que (ainda) carregar esse fardo? Toda mãe quer o melhor pro seu filho. Mas pra isso, ela precisa primeiro ser feliz. Doar-se inteiramente à criança é um enorme gesto de amor, assim como cuidar de si. E se conseguir fazer tudo isso sem pressão e culpa, melhor ainda, né?

Só pra finalizar, isso não é um ataque ao documentário. Entendo o outro lado da moeda. Existem questões sociais e pouco apoio do governo às mães que precisam retornar ao trabalho com bebê em casa e talvez essa tenha sido a real intenção. O filme é maravilhoso, super bem feito e acho que todos os pais precisam assistir.

Veja o trailer!

 

17mar

Beijo de mãe

Uma topada no dedão,

aquele amigo que meteu um beliscão,

joelho ralado pelo escorregão.

 

Caiu de queixo no chão,

passou o braço no muro de raspão,

Uma quina safada que entrou de bicão.

 

Ah, relaxa! Tudo machucadinho leve…

Dá bola não!

 

E nisso tudo, quem cuida do coração?

Porque sim, é pura frustração!

Brincadeira interrompida por um inconveniente machucado

e pior, de sopetão!

 

Mas quer saber?

Caiu levanta, chora não!

É melhor aprender a se virar sozinho.

 

Pensando bem,

que mal há em um carinho?

Pra fazer você sarar.

Pra (me) fazer sarar.

 

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Machucado. Data de impressão: Outubro/2015. (1) Monografia do produto. (2) Handbook of
Topical Antimicrobials: Industrial Applications in Consumer Products and Pharmaceuticals, By
Daryl S. Paulson, Page 79. (3) Postgrad Med J (1993) 69 (Supp!. 3), S78-S83 – Action of
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03nov

Ele não lê palavras, mas lê figuras.

Rodeado pelos bichinhos favoritos na cama, Dudu escolhe um dos livros da prateleira e começa a nossa história. Primeiro eu leio, depois chega a vez dele.

Essa é (quase sempre) a nossa rotina antes de dormir. Às vezes falho, confesso.

Só que, de um tempo pra cá, passei a ser cobrada.

– Hoje não vai ter história, mãe?

Mas nem sempre foi desse jeito.

Até completar 2 anos, costumava sair e ficar impaciente depois da terceira ou quarta página, embora as três primeiras o deixassem paralisado. Aí entravam minhas habilidades dramáticas, sonoras e teatrais, quase sempre sem sucesso.

Tinha dias que perdia a paciência porque ele simplesmente parecia não estar nem aí pra história, o que de certa forma era normal pra idade.

Mesmo durando pouquinho tempo, nunca deixei de ler pro Dudu. A escola também fez um excelente trabalho. Hoje eu considero que o interesse dele pela leitura é enorme. Posso ler um livro extenso ou fininho, ele fica vidrado até o final.

Imagino que todo mundo saiba os benefícios de incentivar a leitura desde cedo. Por isso não vou falar de estudos ou qualquer comprovação científica disso. Mas pra quem quiser, a internet tá recheada dessas informações. Vou falar daqui de casa. Especificamente da recompensa que a gente ganhou ao cultivar o hábito da leitura.

Dudu-Leitor
com os presentes do clubinho do livro

Dudu não sabe ler. Mas quem disse que ele precisa disso pra ler um dos seus livros? Alguns deles foram memorizados, em outros ele conta uma “história inventada” (meus favoritos!). Observar o carinho dele com seus bichinhos ao ler uma história não tem preço. Isso significa que ele está reproduzindo um comportamento que vivencia – e gosta. Tirando a graça, né? Perco as contas das vezes que me seguro pra não rir das suas observações.

Falando nisso, eu e as blogueiras TopMothers resolvemos fazer um clubinho do livro, onde trocamos livros dos nossos pequenos. Enviei três do Dudu (para Mundo Ovo, Família Muda Tudo e Potencial Gestante) e recebi três aqui em casa também (de As Delícias do Dudu, Família Muda Tudo e Macetes de Mãe). Tão bom receber novidades sem gastar um tostão!

Essa ideia partiu depois da campanha Leia Para uma Criança, do Banco Itaú, da qual eu acompanho desde o início e tenho maior orgulho de divulgar. Por meio dela, você pode entrar no site, fazer o cadastro e receber – totalmente de graça e no conforto da sua casa – livros infantis para estimular ainda mais a imaginação do seu filho.

Acesse o site e se cadastre. #LeiaParaUmaCriança porque #IssoMudaoMundo.

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13out

Esportes e atividades extras para crianças

Eu sempre tive dúvidas sobre quantas e quais atividades complementares e esportes colocar o Dudu. Uns recomendam colocar em muitos, outros em apenas um. Fui no meu feeling e na aceitação do meu filho, jamais obrigaria ele a fazer algo que não estivesse agradando. Ele é um menino super ativo e vive em apartamento, então senti necessidade de botar o guri pra sacodir.

Aqui em casa a gente sempre quis incentivar o esporte. O pai é louco por futebol e eu, embora com a destreza de um bambi, adoro me movimentar e praticar atividades. Tá, ando preguiçosa feito um coala, mas é fase, vai passar, eu sei. (oremos)

esportes-atividades-crianças

Dudu vai pra escola a tarde e desde o início do ano faz judô, também na escolinha. Ele adora. E eu também, já que ganho uma horinha extra todas as segundas e quartas ao final do “ixpidiente” escolar. Tipo ouro, né?

Além disso, no início desse ano coloquei na natação, por conta da respiração e porque aprender a nadar é importantíssimo na idade deles. Dei uma pausa no meio do ano por causa do frio e agora voltamos, duas vezes na semana, pela manhã. São 45 minutinhos e ele faz com quase todos os amiguinhos da sala dele, eles brincam bastante e gastam muita energia. E eu, de quebra, aproveito pra ficar no elíptico. A academia é bem simples, pago baratinho e ainda consigo ficar assistindo ele nadar.

Pensei que tivesse parado por aí. E ja tá ótimo pro gasto (em todos os sentidos!).

Até que meu amado pai resolveu dar um presente de dia das crianças pro Dudu: uma raquete de tênis. Presentinho de grego, digamos, porque além de ter que arrumar lugar pra ele brincar, vou matricular ele na escolinha do Guga (que é ótima, mas a mensalidade é mais cara que a raquete. valeu pai).

Tô reclamando de boba, porque sempre quis colocar ele no tênis, mas tinha me programado pro ano que vem. Já até fiz aula uma vez #agorasousharapova. Mas vou sentir a febre e se ficar pesado, tiro um dia da natação. E claro, ver se ele vai gostar (o que tenho praticamente certeza).

No cenário atual teremos: segundas e quartas judô final do dia, terças e quintas natação pela manhã (mamis malha junto) e sexta escolinha do Guga (que começa semana que vem!)

Ah, sou a favor de uma certa ociosidade nas crianças. Nunca pensei em ocupar todos os dias da semana com atividades. Gosto que ele fique em casa sem muito compromisso, acho realmente importante que ele acorde com calma, sente no sofá pra ver TV e brinque no quartinho dele pelas manhãs. Claro que eu entendo que muitas pessoas precisam colocar os filhos em período integral, e se eu não tivesse a Marli (que cuida não só dele, mas da família toda também, hehe) com certeza Dudu estaria num ritmo diferente. Amava meus dias ociosos (que na verdade nunca eram) quando criança.

A gente tem mania de querer enfiar o nosso filho em tudo que é coisa. Muita gente me cobra do inglês, algo que eu realmente não me preocupo por enquanto. Aqui em casa a gente fala inglês (inclusive usamos como recurso pra poder “dobrar” ele quando precisamos), a curiosidade dele é nata e sei que é algo que vem fluindo naturalmente, não vejo necessidade de aulinha (extra, pois já tem na escola) .

Uma ressalva: nenhuma das aulinhas (exceto o judô, por sua filosofia) tem uma cobrança por disciplina, é tudo muito brincadeira, ele não sente naquilo uma obrigação. Na natação, por exemplo, ele praticamente brinca na piscina, e acho que assim que tem que ser. Na escolinha de tênis, fiquei bem preocupada com a conduta e metodologia (ainda não fiz aula experimental mas aviso a quem tiver interessada depois), mas o que me foi passado é na idade dele eles fazem mais brincadeiras e trabalham muito o lado lúdico. Tenho ótimas referências e acredito ser assim mesmo.

Tem que ter cara de brincadeira e ser prazerosa!

Por enquanto é isso! Finalzinho do ano tiro ele de tudo e vamos curtir umas férias, ufas.