25ago

Lançamento e-book Agora Sou Mãe e Top Mothers

Algumas de vocês já devem ter percebido por meio das redes sociais e da barra que fica no topo do blog que o Agora Sou Mãe passou a fazer parte da TopMothers, a maior rede de blogs do segmento família do Brasil.

Vocês não imaginam quanto fiquei feliz com o convite e o reconhecimento do meu trabalho! Era um passo que eu queria dar com o blog há algum tempo e, ueba, consegui! Isso o profissionalizou enquanto veículo de comunicação, mas sempre com a mesma pegada e conteúdo que vocês já conhecem.

A maior novidade é que o Agora Sou Mãe lançou um livro em parceria com a editora O Fiel Carteiro, maior editora brasileira 100% digital. O meu e-book faz parte da Coleção TopMothers e será alimentado ao longo do ano com novos conteúdos – e totalmente grátis! (uebaaaa!)

ebook agora sou Mãe

O lançamento oficial aconteceu em maio, na suíte presidencial do hotel Hilton Morumbi, em São Paulo. Eu infelizmente não pude estar presente (pensa numa dor!), mas o Haus TopMothers foi o maior sucesso! No dia, a rede apresentou um novo conceito de evento para o Dia das Mães para anunciantes e imprensa, já mirando em 2016! Ano que vem, tô lá!

O download do e-book pode ser feito por AQUI. Também disponível em Ubook, ou seja, a versão em áudio dos livros!

E desde já deixo meu muito obrigada pra quem baixou meu livro!

Ah, e se vocês tiverem qualquer sugestão de tema pra falar nos próximos capítulos, podem deixar aqui que eu vou amar. Também aceito críticas. Construtivas, please. Kkkkk.

Beijos!

 

24ago

Feliz Aniversário. Dudu faz 4!

Ainda lembro daquele 24 de dezembro, quando eu inesperadamente descobri minha gravidez. O que viria pela frente? Eu não fazia ideia. Mas jamais poderia dizer que os ventos seriam tão bons.

Exatos oito meses depois Eduardo chegou ao mundo, em 24 de agosto de 2011.

E hoje toda essa reviravolta do bem (minha vida mudou muito com a chegada dele, vocês já sabem) completa seu quarto ano.

Antes, confere os posts dos 3 aniversários anteriores do pequeno!

1 ano: 12 coisas que eu aprendi sendo mãe

2 anos que parecem 20

3 anos: carta ao Dudu do futuro

O que eu posso dizer disso?

Que eu tenho muita sorte.

Só tenho a agradecer.

Agradecer a Deus por ter um filho com saúde, carinhoso, amado e inteligente, que deu mais vida à minha vida.

Dizer que eu abraço e falo que o amo TODOS os dias. E vou me policiar pra que isso nunca se perca, mesmo quando ele achar tudo isso cafona (azar o dele!) vou continuar falando.

Ah, sobre celebrar!

Nossas comemorações foram bem simples, como ele pediu festa na escola, aproveitei! Fomos para o Beto Carrero no domingo, festinha na escola hoje à tarde e festinha na casa da vovó só pra família à noite. Tem coisa melhor?

Tem sim.

Ver a carinha dele indo dormir ontem, dizendo: “Quando acordar eu vou ter QUATRO anos? Nossa!!! ” e hoje pela manhã, mal abriu os olhos já saiu correndo pra trena atrás da porta. pra saber o quanto ele cresceu nessa noite.

Eu amo aniversário e sinto saudade da época em que esse dia era literalmente mágico. Esse ano foi o primeiro que eu consegui ver e viver todo esse entusiasmo no Dudu. A compreensão dele do que é um aniversário, o sentimento de ser querido pela família e amigos, os presentes. É clichezão dizer, mas é impagável. Nada poderia ser melhor do que isso.

Saudades do meu bebê, mas ao mesmo tempo a alegria de tanta independência e autonomia brilham meus olhos. A sensação de estar fazendo a coisa certa. Nada é melhor do que isso pra uma mãe.

E o que eu tenho pra dizer a vocês, mães de primeira viagem que acompanham o blog, é algo bem simples: aproveitem cada momento, menos tempo pensando nos manuais de maternidade e mais tempo curtindo sem culpa. Do seu jeito, mesmo!

E viva o Dudu!!!

aniversário-dudu

Tentei selecionar umas fotos da família, mas gente, nenhuma em que os três estavam olhando pra foto decentemente! Então resolvi publicar umas em que eu disse: Filho, por favor, fica paradinho e dá um sorriso pra foto (no caso as quatro primeiras). Na última, era o Dudu emprestando seu corpo ao Homem de Ferro, por isso ele manteve a compostura.

 

 

25maio

Confissões de uma blogueira de maternidade

Eu fico incomodada, muitas vezes, com os ônus de ser uma blogueira de maternidade. Claro que tem a parte boa e, se estou fazendo esse trabalho até hoje, não há dúvidas de que eu realmente gosto da coisa.

Porém, existem alguns pontos que gostaria de contar a vocês, e serve tanto pra quem quer começar um blog materno, quanto pra quem tem curiosidade sobre esse trabalho.

BLOGUEIRA-MATERNIDADE

1) SIM, é um trabalho (pasmem).

Pode até não parecer, mas ter um blog dá um p….. trabalho! Um blog de mãe, além do trabalho usual, tem o agravante de um serzinho (ou mais), não necessariamente bem vindo no momento da escrita dos teus textos, que pode estar:

a) agarrado nas pernas; b) mamando; c) chorando; d) pedindo atenção; e) com fome; f) fazendo birra g) todas as alternativas anteriores combinadas ao som atordoante de Discovery Kids.

E cabe a você, gerenciar isso tudo, no meio do “ixpidiente”.

Além disso, o ambiente de trabalho – embora pareça tentador e o sonho de muita gente – faz com que a cabeça dê um nó. Sem falar nas inúmeras tentações que precisamos resistir pra poder produzir, como a nossa cama quentinha ou um cangote com cheirinho de bebê. E claro, a mega dificuldade de trabalhar em casa. Como ficar se coçando pra não sair por aí ajeitando as coisas no horário de trabalho. Por conta disso, madrugada normalmente vira dia por aqui. É quando eu tenho tempo pra esvaziar minha cabeça e escrever. #agorasouzumbi

 

2) Monotema, às vezes, enche o saco.

Sabe aquelas mães que só-falam-dos-seus-filhos? Acho que não é saudável pra nenhuma das partes. A mulher não pode se esconder atrás do seu papel de mãe. Ainda que meu blog seja essencialmente de maternidade, tento colocar nele (e principalmente nas minhas redes sociais) um pouco de mim e dos meus gostos, porque defendo que ser só mãe não é bom pra ninguém, mesmo sabendo que ser “só” mãe é muito mais difícil do que “ser mãe e outras coisas”.

Às vezes sinto que mudei de nome, virei a “Agora Sou Mãe”.

Ei, peralá. Tenho meus momentos, mas Agora Sou a Bia mesmo.

Por conta dessa imersão materna que meu trabalho proporciona, procuro ter momentos de “fuga” no meu dia a dia. Renovar os ares, trocar de assunto, lembrar de mim. Um detox saudável – e necessário – da maternidade.

 

3) Eu não sei educar melhor do que você.

Nunca foi minha intenção ser uma mãe exemplo. E esse fardo, sim, me incomoda. Ainda esses dias, tava conversando sobre isso com outra blogueira. Parece que nossos filhos não têm o direito de dar um piti homérico, ou que a gente sempre sabe o que fazer. É uma pressão nossa com a gente mesmo. Quem disse que blogueira de maternidade é sinônimo de exemplo a ser seguido?

Quer saber que eu fiz esses dias? Dudu tava indo pra escola com um potinho de MMs (erro 1) na mão. Antes de chegar no portão, disse assim: Filho, coloca tudo na boca bem rápido porque se chegar na sala vai ter que dividir com os amigos (erro 2) e não tem o suficiente. – palmas para a boa mãe!

Foi o que deu na telha na hora, fiz sem pensar, pá pum.

E quando eu perco a cabeça e faço ameaças que não vou cumprir?

– Se não arrumar o quarto eu vou doar todos os teus brinquedos!

tá bom Claudinha, senta lá.

A intenção do blog sempre foi dividir o peso e as angústias da maternidade, contar experiências (boas ou não) e trazer algumas dicas gerais, que nem sempre tenho o preparo e sangue frio pra seguir e aplicar. Mas sempre sendo verdadeira, comigo e com vocês (ainda que isso me custe uns “unfollows”).

 

4) Blogueira sofre da síndrome da dona de casa desocupada.

Sabe aquela cena clássica da esposa que fica o dia todo cuidando da casa e do filho, que tem um trabalho imenso, que não pára um segundo, mas que todo mundo pensa que a vida dela é ver TV e fazer voltinhas da casa? E que o marido chega e pergunta: O que você fez o dia todo?

Ter um blog de maternidade é mais ou menos assim. Por isso, carinhosamente, apelidei de “síndrome da dona de casa desocupada”.

Ninguém repara que, pra escrever um texto decente e original (porque blogs ctrl+c ctrl+v tá cheio dando sopa!), você parou por horas e horas, pesquisou temas, referências, leu muito, encontrou inspiração e, finalmente escreveu.

Tá certo que depois que abri a minha loja online ganhei um certo álibi contra síndrome da dona de casa desocupada, mas ainda assim, algumas pessoas têm essa imagem. Uma coisa é ter um blog, outra coisa é brincar de ter um blog.

 

5) Complete a frase:

Blogueira de moda entende de…. Moda

Blogueira de gastronomia entende de… Comida

Blogueira de cinema entende de… Filmes

 

Blogueira de maternidade entende de…

Nada mais do que você.

A gente só tem o trabalho de reunir informações – úteis e inúteis – sobre esse universo e contar pra vocês nossos erros e acertos, com a intenção de que a sua – e a nossa – vida materna fique mais leve!

 

Sinceridade normalmente tira alguns quilos das minhas costas!

E obrigada por ainda me ler!

Beijo

 

21maio

Nosso apartamento, nosso sonho, nosso mundo.

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Pouca gente sabe da história da minha família e das nossas conquistas. Quem me acompanha no insta ou no Snap pode achar que ganhamos tudo de mão beijada, mas na verdade não foi bem assim.

A gente vive em um apartamento de 90 metros, com 3 quartos, que compramos –

com muito custo – depois que soube que estava grávida do Dudu. Nada veio fácil: foi preciso muito trabalho e dedicação pra conseguir compra-lo. A maioria dos nossos amigos contou com ajuda dos pais nessa etapa. Não foi o nosso caso. Eles até poderiam ter ajudado, mas nossa escolha foi comprar exatamente o que estava dentro das nossas condições.

(Pra não fazer a ingrata, tivemos uma super ajuda até o apartamento ficar pronto, quando moramos na casa da minha mãe, por 4 meses, e também pegamos dinheiro emprestado a juros de poupança, o que, convenhamos, já é ótimo! Isso sem falar no apoio emocional, que claro, foi imensurável.)

Como o trabalho do Tiago era o mais promissor financeiramente, concordamos, na época, com o modelo old style, onde ele trabalhava alucinadamente (e muitas vezes ficava sentido porque queria mais tempo com o Dudu), e eu ficava com maior responsabilidade sobre a casa e o Eduardo. O famoso lerê.

Era tudo muito novo pra gente: morávamos na casa dos nossos pais poucos meses antes disso tudo acontecer e não tínhamos a mínima ideia do valor de uma conta de luz. Fala sério, a gente vivia na mordomia e não sabia! E não foi nada fácil encarar essa montoeira de responsabilidades, confesso.

O tempo foi passando, minha licença maternidade acabou e recebi uma ótima proposta para voltar ao meu trabalho anterior. Só que nessa época eu já tinha o blog e os planos de abrir a minha loja on-line. As coisas foram melhorando, nossa situação financeira ficou mais confortável, até uma ajudante/babá conseguimos contratar. Um verdadeiro luxo!

Graças ao que o trabalho do Tiago nos proporcionou, consegui ser uma mãe em tempo integral no primeiro ano de vida do Dudu (o que sempre foi meu sonho), empreender, fazer o blog e trabalhar com o que eu gosto.

Hoje, com muito orgulho, conquistamos nosso segundo apartamento, maior e com mais estrutura, que fica pronto ano que vem. Não vejo a hora!

Mas na verdade mesmo, o grande responsável por esse empurrão em nossas vidas e carreiras não tem a mínima ideia da transformação que ele foi capaz de fazer com a gente. Obrigada, Dudu, por nos incentivar a correr atrás dos nossos sonhos e fazer #meumundomelhor.

Assim como aqui em casa, muitas mães e pais buscam por um mundo melhor para sua família. Como a história da Vanessa e seus filhos Virgínia e Vitor, apresentada no vídeo abaixo, que me inspirou a escrever esse texto.

Adoraria ouvir a sua história!

Conta para mim e coloca a hashtag #meumundomelhor

POST PATROCINADO

19mar

Sobre maternidade e o encontro com a própria sombra

por Juliana Baron

 

Estou lendo o livro “A maternidade e o encontro com a própria sombra” da Laura Gutman, e estou adorando. Talvez você já tenha ouvido falar (bem ou mal) dele ou você não tenha gostado muito da leitura – e te entendo completamente -, mas como eu comungo demais com a posição da autora e como acho que vale a reflexão, hoje quis vir falar um pouco sobre ele.

De forma bem resumida, Laura afirma em seu livro, que a maternidade, além de ser um momento maravilhoso, revela a sombra da mãe (entenda por sombra a parte escura do mundo psíquico e espiritual) e que o bebê sente como se fossem todos os seus sentimentos, os da mãe, sobretudo, aqueles dos quais não tem consciência. A autora, ao longo da obra, explica e exemplifica essas afirmações e fala sobre como essas manifestações, que refletem a sombra da mãe, podem servir para o seu crescimento pessoal.

maternidade-encontro-com-propria-sombra

Disse no início que entendo quem não gostou do livro, porque sei que ouvir sobre o vinculo e a responsabilidade direta que temos sobre nossos filhos, não é mesmo tão sonoro assim. Compreender e aceitar que choros, cólicas e incomodações, por exemplo, têm ligação direta com a maneira como nós mães nos tratamos e nos sentimos, pesa e pode causar muitos incômodos internos. Não, não estou trazendo à tona aquele clichê de que “a culpa é sempre da mãe” porque sempre fujo dessa piada sem graça e detesto quando usam o termo “culpa”. Quer vincular o cuidado de uma mãe ao comportamento do filho? Fale em responsabilidade.

Ok, mas por que afirmo que as colocações de Laura me agradam? Porque por experiência própria, sei que a maternidade releva as nossas próprias sombras e depois de algum tempo de análise, me foi revelada a via mais do que direta entre o que eu vivo e como meu filho se apresenta. Imaginamos que iremos engravidar, que tudo serão flores e que os únicos contratempos serão os físicos, como excesso de peso, enjoos e azia. Só que não. Parece que a partir do momento em que nos descobrimos grávidas, nos enchemos de dúvidas e emoções desconhecidas, contraditórias. É como se a poeira das nossas inquietações, que Laura diz que seriam todas nossas misérias, alegrias, inseguranças e situações que precisam ser resolvidas, fosse assoprada para fora do nosso tapete psíquico. Muitas vezes, até escolhemos não vê-la, afinal estamos ocupadas demais com os preparativos e as listas, mas então o bebê nasce e a poeira continua por ali. E se escolhemos não vê-la, as inquietações se apresentam através de sintomas comuns. É o leite que não desce, o bebê que só chora, uma tristeza que toma conta…

Entendo que não é fácil falarmos sobre caos interno, crise de identidade e desestruturação espiritual durante um dos momentos mais bonitos na vida de uma mulher, mas tenho para mim que há beleza em toda essa impermanência e que se nos déssemos mais atenção durante esse período, sairíamos muito mais fortes dele. Criaríamos filhos mais saudáveis psiquicamente, mais disponíveis para a vida e muito mais independentes. Também entendo que talvez a gravidez não seja o melhor momento para que todas as mulheres reflitam sobre suas pendências emocionais ou vasculhem seus alicerces psíquicos. Sei que algumas possuem questões mais práticas a serem resolvidas, como o relacionamento com o pai daquele filho, por exemplo, mas acredito, de verdade, que a gestação vai muito além de passar creme na barriga, fazer um book bacana ou pensar na decoração do quarto, e se pudermos e estivermos dispostas a mergulhar para dentro de nós mesmas, sairemos dela muito mais íntegras e evoluídas.

Enfim, para quem não conhece o livro e para quem gosta de questionar suas crenças empoeiradas, fica a indicação.

Como essa semana completo 38 semanas de gestação, talvez não apareça no próximo mês, mas assim que eu me organizar na nova rotina, entre uma mamada e outra e entre uma reflexão e outra, espero aparecer por aqui.

Beijos, Juliana Baron

(Não entrei muito na questão da figura paterna porque só posso falar por mim, que sou mãe, e o livro foca no que Laura chama de fusão emocional bebê-mãe).
Juliana Baron é um milhão de mulheres em uma só e isso, às vezes, gera uma confusão absurda (por isso, tanta terapia) e, consequentemente, muito assunto para escrever. É apaixonada pelo universo feminino e pretende trabalhar com ele assim que se formar em Psicologia. É mãe do João e está grávida de mais um menino, mas jura que vive uma vida para além da maternidade. É coach, gosta de ler, de escrever, de organizar armários, de colecionar coisas e de relembrar a infância.

14dez

Ou tudo ou nada! Tem problema ser assim?

Você também é daquelas que prefere nem começar algo que sabe que não vai terminar logo?

“Ah, se não vou terminar tudo, eu nem começo. Tenho horror a coisa feita pela metade.”

E assim acumulam-se milhares de fotos sem serventia no meu celular, gavetas e prateleiras bagunçadas, pilhas de roupas, etc.

tudo-ou-nada

“Afinal, se não vou conseguir arrumar todo o armário ou perder uma tarde toda apagando fotos, prefiro esperar quando tiver tempo pra isso! Esse negócio de grão em grão a galinha enche o papo não cola aqui não.”

Mesmo com a natureza desorganizada, bagunça é algo que me deixa extremamente irritada. Não consigo trabalhar e pensar direito no meio da bagunça, mas ela sempre aparece e me tira do sério. Daí baixa a Maria e lá vai a louca perder maior tempão apagando incêndio. Era sempre assim. Inclusive os termos entre aspas eram as minhas falas.

Nunca tinha visto como um grande defeito essa minha mania de “tudo ou nada” – que aliás funciona(va) pra quase tudo na minha vida. Até este post no blog, por exemplo, sabia que iria terminá-lo numa só sentada.

Até entender na terapia o quanto isso influencia em vários aspectos que me incomodam sobre a minha personalidade. A minha dificuldade não é exatamente em organizar, mas sim em manter as coisas organizadas. O negócio é não deixar acumular…

Essa forma dicotômica de pensar (tudo ou nada!) ensina nossa mente a agir assim diante dos problemas, além de criar uma aversão às atividades que a gente costuma acumular, e por isso acaba acumulando mais e mais. É quase um efeito bola de neve. Isso interfere diretamente nas ações de longo prazo, como por exemplo, emagrecer. Ou então uma atividade complexa, como organizar toda a casa para o ano que vem.

Sem falar que, com a maternidade é quase impossível fazer qualquer coisa sem interrupções, né?! Socorro.

Mas como melhorar?

Eu sou testemunha de que é possível melhorar, e muito. Ao longo desse ano mudei pequenas atitudes que fizeram diferença. A organização da minha casa foi o maior exemplo. Claro que chega nessa época do ano e as coisas estão mais bagunçadinhas. Mas ao começar a limpa pro ano que vem (ritual que eu faço antes da virada de cada ano), percebi que a coisa tá bem mais suave do que ano passado.

Eu consegui melhorar com um exercício proposto em terapia. O desafio era pegar uma atividade que eu tinha o hábito de procrastinar e realizá-la em doses homeopáticas. Escolhi arrumar meu guarda-roupas dividindo por setores por dia. Nos primeiros dias fiquei me coçando pra não burlar a regra, queria arrumar tudo de uma vez. Depois de 10 dias ele estava arrumadinho, e eu perdi menos de 10 minutos cada vez que eu mexia nele.

Além de não sentir, inconscientemente comecei a não deixar acumular, porque aquele sentimento de abuso foi se quebrando aos poucos. Esse exercício é uma forma de “burlar” a nossa mente, ensinando a ela que algumas coisas são melhores quando feitas aos poucos, sem precisar deixar pra depois.

E assim a coisa vai se expandindo pros outros níveis da vida.. hehe #agorasoufilósofa. Claro que ainda tenho muito desse “tudo ou nada” em mim, e sei que muito é da minha personalidade mesmo. Mas conseguir mudar e arrumar pequenas coisinhas não fez nenhum mal, muito pelo contrário, foi uma baita ajuda!

E esse foi o papo cabeça de hoje! Pode não servir pra todo mundo, mas foi tão bom pra mim que quis compartilhar com vocês nesse embalo de ano novo vida nova!

E vale lembrar que a verdadeira mudança acontece quando é de dentro pra fora! E normalmente não é do dia pra noite. (outro desafio pra quem quer as coisas sempre pra ontem! ui.)

 

Beijão e ótima semana!