09fev

Como seria sua biografia?

Ilhada pelo trânsito, paro no shopping e vou direto pro cinema. Sozinha.
Um luxo em tempos de maternidade e casamento, arrisco dizer.

Joy era o nome do filme. E a alegria foi toda minha que, feito pinto no lixo, dediquei aquele tempo SÓ pra mim. Um tempo que me foi imposto, que eu não escolhi. O que me tiraria qualquer parcela de culpa, se isso fizesse meu tipo.

Um filme que dificilmente assistiríamos a dois. Não faz muito o gosto dele, o que me deu uma sensação de liberdade ainda maior. E de autossuficiência. Momento eu me basto, eu me amo! rs..

Não sei bem porque, mas eu me senti fo-da! Ir ao cinema sozinha exerce algum encanto sobre mim. É uma das coisas que eu mais amo fazer ao desfrutar da minha humilde companhia. Mexe com meu ego. Sim, louca. Eu sei (mas foda, no meu eu!).

Ah, o fime! Uma inspiradora história real.
Conta a trajetória pessoal e profissional de Joy Mangano (Jennifer Lawrence abusou nesse papel!) a inventora do Miracle Mop.

joy-o-filme

Problemas de família, dificuldades financeiras, maternidade, casamento, nada disso fez com que ela deixasse de acreditar em seu sonho.

Em um trecho do filme, Joy teve que abrir mão de seus projetos pessoais para se dedicar à familia. Normal, né? Talvez como em alguns trechos da nossa vida. Mas a expressão usada ali foi “Dreams on hold”. Ou seja, ela sabia que se tratava de uma fase, que seus sonhos estavam em modo de espera.

Uma vez meu padrasto escreveu que casamento não pode ser um sonífero, um escape impedindo que seus sonhos pessoais se realizem. Eu ainda não era mãe, mas acho que na maternidade também funciona assim.

Viver exclusivamente pros outros é nobre e eu admiro muito. Conheço pessoas que o fazem muito bem e tem nisso sua realização pessoal. Se é pra mim? Penso que não.

Sobre a receita do sucesso de Joy? Eu resumiria em duas palavras: acreditar e insistir. (e insistir).

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