02ago

Dúvidas sobre amamentação

Todo mundo tá (ou pelo menos deveria estar) careca de saber sobre a importância da amamentação e seus benefícios.

Acontece que, nesse processo, nem tudo são flores. Eu mesma passei muita dificuldade (contei neste post aqui).

O desgaste da mãe no início, os reflexos da alimentação no bem estar do bebê, tudo isso exerce influência no psicológico das mulheres durante a amamentação. Por isso é tão importante o preparo e a informação.

Convidei a Dra. Isabela David pra falar sobre amamentação durante a SMAM (Semana Mundial de Aleitamento Materno) e ela trouxe alguns pontos legais sobre o assunto. O texto abaixo é de autoria dela 🙂

amamentacao-roupas

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Eu também sou mãe e amamentar os meus filhos foi uma experiência infinitamente prazerosa, enriquecedora e que deixou saudades! Fecho os meus olhos e ainda posso sentir aquelas “coisinhas” pequeninas sugando avidamente, suas mãozinhas fofas repousando em mim num contato íntimo que excluía tudo ao redor: éramos apenas nós, mãe e filho e os laços que nos uniam. Mas vamos lá! Hoje vou falar sobre amamentação. Resolvi escrever na forma de perguntas e respostas. Acho que vão gostar!

1.    O leite materno é o melhor alimento para o bebê? Por quê?

Sim. Ele é tão “perfeito” que a sua composição modifica ao longo dos dias após o nascimento: a concentração de lactose e gordura (em g/dL) aumenta gradativamente e a concentração de proteína diminui. Tudo isso para adequar às necessidades do bebê e promover a melhor adaptação possível à ingestão de nutrientes. Além disso, ele é um alimento “espécie-específico”, ou seja, o leite humano é o melhor para nós, seres humanos, e seus componentes possuem propriedades imunes e moduladoras do crescimento muito superiores a qualquer outro alimento!

2.    A lactação é realmente desgastante para a mãe?

Geralmente sim, mas não dá para separar do desgaste natural associado ao “cuidar” do bebê! Contudo, para produzir 1 litro de leite, a mãe tem um gasto energético médio de 900 cal. Ou seja, ela precisa de 900 calorias a mais dentro de seu planejamento alimentar apenas para a produção do leite. Desta forma, a alimentação da lactante deve ser planejada, adequadamente prescrita por um professional capacitado para que ela consiga manter a sua saúde e a produção de leite para o seu bebê.

3.    Quais os alimentos que geralmente dão mais cólica no bebê?

Esta questão é bem delicada. A primeira questão é “observar, testar” e ter cuidado antes de chegar a conclusões! De maneira geral, leite de vaca,  crucíferos (como brócolis, couve-flor e repolho), feijão, refrigerantes, frutos muito ácidos, tomate e alimentos picantes são descritos, mas, na prática, os resultados são muito variados. Uma dica: é interessante deixar as leguminosas de molho porque reduz a produção de gases e aumenta a digestibilidade. Pode também começar a cozinhar durante 5 minutos e trocar a água mais uma vez. 

 No post de amanhã vamos falar mais a fundo sobre a alimentação da mãe durante a amamentação!
 [aguardem os próximos capítulos, hehe].
Beijos!

 

19jun

Por uma vida mais saudável (e mais magra!)

Meu corpo é teimoso. Ele assumiu um peso que simplesmente não quer baixar mais. Ele tem fé “naquele” número.

E olha que anos atrás (não muitos, juro!), bastava controlar a alimentação durante a semana e pronto! Lá iam embora os malditos quilos todos, junto com aquele culote perigoso, a papada saliente e o bracinho de polenteira. Ui, saudade!

Hoje faço tudo isso simplesmente pra não engordar, mas ainda assim, parece que a balança consegue aumentar de vez em quando (ô injustiça!).

Claro que, por trás disso tudo, tem a questão mais importante: a saúde. Ainda que por pura estética eu não esteja satisfeita, quero ser uma velhinha porreta.

Resolvi então procurar uma profissional pra me ajudar, foi aí que conheci a doutora Isabela David, médica nutróloga que se dedica a engenharia aplicada ao tempo de vida saudável, em outras palavras, a envelhecer com saúde. E claro que, no meu caso, saúde tem tudo a ver com emagrecimento. (uma cajadada, dois coelhos!).

O trabalho consiste em um super mapeamento sobre a minha saúde e um tratamento individualizado, inclusive com orientação alimentar. Estou amando, em outra situação, conto mais pra vocês!

Fiquei tão encantada com o trabalho que convidei a Isabela pra ser parceira do blog, e a partir de agora vocês vão poder contar com alguns textos dela por aqui também.

Confira a primeira coluna! Hoje com uma pequena introdução minha, uma forma de apresentá-la a vocês 🙂

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Nem todo alimento saudável é saudável pra você! (por Isabela David)

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Hoje estou começando uma coluna no Agora sou mãe. É a minha segunda experiência com uma coluna em um site. Tenho que dizer que a melhor recordação daqueles anos em que escrevia semanalmente para o site da ABRAN são as mensagens carinhosas que recebia de meus “seguidores”, ou seja, aquelas pessoas que gostavam de dividir comigo o prazer da leitura dos meus artigos, o prazer de receberem as informações que eu tão prazerosamente a eles estendia.

Não posso deixar de comentar que gosto muito de lidar com gestantes e lactantes, especialmente as mães de primeira viagem que se sentem pisando em “terras desconhecidas”, quando cada passo tem que ser dado com extremo cuidado. E é verdade: a experiência de ser mãe nos faz mergulhar no significado do “zelo” em uma dimensão que (geralmente) não conhecíamos até então. Uma experiência única. No meu caso, como médica nutróloga, sinto que minhas pacientes gestantes e lactantes depositam em mim a expectativa de lhes assistir nesta caminhada, de estar ao seu lado, tirando as dúvidas que inevitavelmente lhes inquietam. E como não?

Então, para começo da nossa conversa, preciso deixar uma coisa bem clara: quando comentar sobre um determinado alimento, nunca estarei exatamente recomendando que você o ingira. A Medicina Genômica, que foi se constituindo após a conclusão do fantástico Projeto Genoma Humano, concluído em 2003 – projeto internacional que identificou e realizou o sequenciamento de nossos genes – nos coloca muito claramente:

Nem todo alimento considerado saudável, é saudável pra você.

A partir dessa ideia, tenho como intenção nos meus textos:

  • Despertar para a inclusão de determinados alimentos em seu hábito alimentar, desde que você se sinta bem ao consumí-los.
  • Propor determinadas combinações de alimentos que favorecem um melhor equilíbrio metabólico ou o controle do peso
  • Detalhar a adequada oferta de nutrientes para a saúde do feto e do lactente, assim como para a sua saúde

Mas nunca estarei afirmando que algum alimento específico lhe é recomendado. Isto porque, hoje sabemos, toda dieta deve ser individualizada!

De fato, a Medicina Genômica é dita “Mais Personalizada” porque passamos a entender que nossos genes influenciam a nossa resposta à dieta, conhecimento enraizado na ciência conhecida como Nutrigenética, um dos pilares da Nutrição do Século XXI. Além disso, temos as particularidades decorrentes de processos de doença ou desequilíbrios orgânicos, como a disbiose intestinal e as intolerâncias alimentares adquiridas.

Espero contribuir da melhor forma possível para que todas as gestantes e lactantes que acompanham o Agora sou mãe desfrutem de uma alimentação que contribua para a saúde de seus filhos ao longo da vida, uma vez que a alimentação correta nestas fases de desenvolvimento deste novo ser em formação repercute até mesmo na fase adulta, estando estreitamente vinculada à escolha “correta” dos alimentos.

Dra. Isabela David

Nutrologia Preventina

Contato: isabela.nutre@gmail.com

 

20ago

I congresso catarinense de aleitamento materno

No próxima terça-feira, 25/08 vai acontecer o I Congresso Catarinense de Aleitamento Materno. Um evento gratuito e aberto ao público, na Assembleia Legislativa.

O objetivo do evento é esclarecer profissionais da área saúde, gestantes e lactantes sobre a amamentação e o primeiro ano de vida do bebê. Estarão em pauta os direitos da mulher que amamenta, dicas e orientações sobre amamentação, cuidados com recém nascido, além de debates e rodas de conversa.

O evento traz profissionais super respeitados e referência em todo o país. Uma oportunidade única de tirar todas aquelas dúvidas que as mães de primeira viagem têm com quem mais entende do assunto: pediatras, médicos, enfermeiras e nutricionistas.

Interessou? Você pode se inscrever em http://escola.alesc.sc.gov.br/eventos ou ligar (48)3239-1573

Restam poucas vagas!

amamentação

Abaixo a programação completa do evento.

Para acessar o flyer:  I Congresso Catarinense de Aleitamento Materno

08h15 às 08h45

Abertura Oficial

08:45 – 09:15: Política Nacional – Mulher trabalhadora que amamenta

Fernanda Monteiro – Coordenadora das Ações de Aleitamento Materno na Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. Coordena o Comitê Nacional de Aleitamento Materno.

09:15 – 10:00: Abordagem Sistêmica na Prática do Aleitamento Materno

Dra. Lylian Dalete Araújo – Professora aposentada da Universidade Estadual de Londrina.Consultora do Ministério da Saúde pela Rede Amamenta Brasil. Tutora da Estratégia Amamenta Alimenta Brasil. Sócia Fundadora da Deleite Educação e Cuidado em Aleitamento Materno.

10:00 – 10:30: A hora mágica – a primeira hora de vida do recém-nascido

Elisabeth Kuehn de Souza – Coordenadora do Banco de Leite Humano de Blumenau. Presidente do Comitê Regional de Aleitamento Materno do Médio Vale do Itajaí. Consultora em Aleitamento Materno pelo IBLC. Membro da Rede IBFAN Brasil. Membro da REHUNA

10:30 – 10:45 DEBATE

10:45 – 11:15 Iniciativa Hospital Amigo da Criança – IHAC: situação atual e perspectivas futuras em SC

Dra. Evanguelia  Kotzias Atherino dos Santos – Professora do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina. Consultora do Ministério da Saúde Área da Criança e Aleitamento Materno. Consultora Internacional em Aleitamento Materno. Membro efetivo da International Baby Food Action Network – Rede IBFAN.

11:15 – 11:45 A importância dos  primeiros   300 dias, o cuidado com os recém nascidos, da  gestação ate  o 1º mês de vida do bebê.

Dr. Cecim El Achkar – Médico pepediatra, da Associação de Pediatras do Hospital Florianópolis.

11:45 – 12:30 DEBATE

12:30 – 14:00 Almoço

14:00 – 14:45 O desmame precoce e o stress tóxico infantil e suas repercussões sobre a relação criança família.

Dr. José Martins Filho – médico pediatra, Prof. Titular, Emérito de Pediatria da UNICAMP, Presidente da Academia Brasileira de Pediatria, Membro Titular da  Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

14:45 – 15:00 DEBATE

15:00 – 15:30 Direitos trabalhistas da mulher trabalhadora que amamenta.

Desembargador Dr. Amarildo Carlos de Lima – do Tribunal Regional do Trabalho do Estado de Santa Catarina. Gestor Regional do Programa Trabalho Seguro em Santa Catarina.

15:30 – 16:00 Aconselhamento – a arte de escutar, atitude e postura do profissional frente à nutriz e sua família.

Sonia Silva – Enfermeira Obstetra, responsável pelo Aleitamento Materno na UNIMED Grande Florianópolis.

16:00 – 16:15 DEBATE

16:15 – 16:30 Intervalo Café

16:30 – 17:00 Bancos de Leite Humano no Brasil e em Santa Catarina: segurança alimentar e nutricional na atenção neonatal.

Dra. Maria Beatriz Nascimento – Médica Neonatologista e Coordenadora Técnica Do Banco De Leite Humano Da Maternidade Darcy Vargas – Joinville (SC). Prof. da Área Materno-Infantil Curso de Medicina da Universidade da Região de Joinville – Univille. Consultora Internacional De Lactação (International Board Certified Lactation Consultant – Iblce). Membro Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.

17:00 – 17:45 Experiências Exitosas – Aleitamento Materno na Atenção Básica – Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil – EAAB

Alessandra Monestel – Nutricionista. Mestre em Saúde e Gestão do Trabalho. Responsável pelo serviço de Nutrição da Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí – SC. Membro do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do município de Itajaí. Facilitadora Estadual da EAAB.

Janine Guimarães – Nutricionista. Especialistaem Nutrição Clínica e Clínica Funcional, Saúde da Família e Gestão da Clínica. Facilitadora Nacional da EAAB. Responsável pela Área Técnica de Alimentação e Nutrição da Atenção Básica à Saúde  da SMS de Joinville.

Moderadora – Enfa. Dda. Marcia Sueli Del Castanhel – Coordenadora da Saúde da Criança/Capital Criança da SMS Florianópolis, Presidente do COMAMAS. Facilitadora Nacional da EAAB.

04ago

Agosto dourado e os benefícios da amamentação

Você pode imaginar que só porque eu não consegui amamentar eu não apoie a amamentação. Não é verdade.

Amamentar é difícil no início sim. Eu insisti por mais de um mês e, no meu caso não deu certo. Pra entender melhor, leia esse post onde conto minha experiência com a amamentação. Isso não significa que com você será assim. E comigo no futuro também. Espero amamentar meu próximo filho (ainda não encomendado, calmaê!) e que eu tenha uma experiência tranquila ao amamentar, o que infelizmente não vivenciei.

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Não poderia deixar passar em branco aqui no blog o Agosto Dourado, mês dedicado exclusivamente à importância da amamentação. Em Floripa, a Hora do Mamaço aconteceu no último sábado, dia 01/08 no parque de Coqueiros, mas o movimento acontece paralelamente em várias cidades do Brasil.  A ideia é reforçar a importância do aleitamento materno para toda a sociedade, alertando empresas e pessoas que lidam com as mães que amamentam (ou seja, o mundo!), além das próprias mães, é claro.

Pra entender melhor os reais benefícios da amamentação, recomendo um post muito bem escrito pela minha amiga Shirley, do blog Macetes de Mãe. LEIA AQUI.

E só pra lembrar, caso você esgote as tentativas e não consiga, jamais se culpe por não amamentar. Hoje eu não ficaria tão abalada e compartilhei minha (não tão boa) experiência única e exclusivamente pra vocês não se sentirem assim! Porque juro, culpa é tempo perdido. Vai beijar o cangote do neném que é a melhor coisa que tem. (rima brega desmoralizou o post, foi mais forte que eu)

Um beijo!

Bia

 

 

 

29jun

Eu não amamentei meu filho

Fui convidada pelo site Mulher da Abril  a compartilhar um relato sobre maternidade. Decidi falar sobre as minhas dificuldades no processo de amamentação e como me senti ao ter amamentado meu filho por pouco mais de 30 dias.

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Segue o relato publicado no site:

Eu não tenho nenhuma foto do meu filho se alimentando antes dos seis meses de vida. Hoje, quase quatro anos depois, me dou conta de que isso não é normal. Arrependo-me de não ter registrado aqueles momentos, que me fazem muita falta. Era assim: só eu e ele. A gente se olhava nos olhos e dessa maneira, nasceu a maior troca de amor que eu já pude sentir na vida.

O vínculo entre mãe e filho era reforçado – ele sentia o meu cheiro, pegava no meu cabelo, tocava na minha pele e preenchia o meu colo. Eu também aproveitava para conversar baixinho, contar para ele como estava sendo a experiência de ser sua mãe, agradecia por tudo o que estava vivendo, mas também desabafava sobre os desafios e dificuldades que enfrentávamos nesse processo de adaptação. Eu sabia que ele era o meu maior confidente e eu a dele.

Você, que está lendo esse texto do outro lado da tela, deve estar se perguntando sobre quais momentos específicos da maternidade eu me refiro. E sim, eram aqueles em que o meu bebê era amamentado. Só que com mamadeira. Eu nunca havia cogitado não amamentar – como a maioria das grávidas, isso já estava nos meus planos. Perceber que o processo não estava dando certo, que o meu filho passava fome, perdia muito peso e que ele não estava saudável – palavras do pediatra – me desmoronou. Eu tentei de tudo, mas não conseguimos.

Vejo pouca gente falando sobre esse assunto e, talvez por isso, eu deva falar sobre ele. Na época, procurei amparo, relatos que pessoas que estavam passando pelo mesmo que eu e mesmo com tantas informações, me sentia só. O que eu encontrava por aí eram muitas celebridades amamentando com um grande sorriso no rosto, campanhas de amamentação que reforçavam sobre o laço que é criado entre mãe e bebê.

Em muitos momentos, eu me sentia perdida. Então, quem não consegue amamentar não vai ter o mesmo vínculo com o filho? Dizer que a amamentação é a melhor alternativa e deve ser a única opção para o bebê nos primeiros meses é incontestável. Tenho certeza disso. Está provado. É ciência. E se eu pudesse, teria feito. Agora, supor que a amamentação no peito cria uma conexão maior entre mãe e bebê e que uma mãe é considerada melhor porque consegue ter essa experiência com o filho não é legal. Vocês sabem o que isso causa em uma mulher que não conseguiu vivenciar isso? Pois é…

Hoje, eu tenho certeza de que quem cria esse laço duradouro somos nós – independente do tipo de parto ou da amamentação. Mas tenho certeza de que a maioria das mães de primeira viagem, fragilizadas e inseguras, vão se sentir “menos” mães, se questionar e ficar com a autoestima baixa se não conseguir amamentar. Foi assim comigo. Eu tinha tanta vergonha e culpa, que chegava a dizer para algumas pessoas que o que tinha dentro da mamadeira era leite materno – só para não ouvir perguntas e julgamentos, que eu não tinha estrutura e nem paciência para responder naquele momento.

Hoje, mais amadurecida, vejo que supervalorizei o problema. Meu filho está lindo, saudável, bem criado. Sou a melhor mãe que posso. Acredito que eu poderia ter sido ainda melhor, se eu não tivesse perdido tanto tempo ficando preocupada e me desgastando com palpites desnecessários naquela época. Boa mãe é aquela que ama o seu filho e que dá o seu melhor para vê-lo feliz e saudável. Ponto final.

 

Pra finalizar, quero dizer que eu apoio a amamentação, e se pudesse, teria feito com maior amor do mundo. Mas nem toda história acontece do jeito que a gente prevê! 🙂 E obrigada a todas que me apoiaram nessa caminhada!

01dez

Dicas sobre amamentação, uso de mamadeiras e chupetas.

Hoje trago um post bem explicativo sobre amamentação e suas alternativas, escrito por uma fonoaudióloga da Clínica Renove, nossa parceira.

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Importância da Amamentação:

O ato de sugar nasce com o bebê e é um reflexo de alimentação, pois visa a ingestão de leite materno, ideal para o recém-nascido. Além disso, o exercício desempenhado pelo bebê no ato de sugar o seio materno colabora para que a sua musculatura orofacial desenvolva-se de forma mais adequada, possibilitando força e tônus mais aptos a desempenhar as funções de sucção, deglutição e, posteriormente, a mastigação e a fonação, além de contribuir também para a respiração nasal.

É importante a observação de posição do bebê durante a amamentação, uma vez que esteja mal posicionado, pode acarretar inflamações no ouvido (otites), trazendo desconforto para o bebê.

A postura para alimentar seu bebê é muito importante. A criança nunca deve estar deitada. Nesta posição há o deslocamento do leite para o ouvido através da tuba auditiva (que na criança é mais curta e horizontal), ocasionando otites freqüentes. Esta posição facilita também o regurgitar da criança pois a musculatura que forma o esôfago e o estômago ainda são imaturas, e torna-se mais difícil realizar sua função. Deve-se então alimentar o bebê inclinado aproximadamente 45 graus e após a alimentação deve-se deixar o bebê deitado para o lado direito e com a cabeça mais inclinada para cima, favorecendo o escoamento gástrico.

 

Mamadeiras e chupetas:

Se por algum motivo não acontecer o aleitamento materno, sugere-se às mães que optem por bicos de mamadeiras que mais assemelhem-se ao seio materno. As mamadeiras comuns tem o bico muito longo e, algumas vezes, muito largo

Quando o bico e o furo da mamadeira são inadequados, o bebê realiza somente a primeira fase da amamentação, que é a ingestão de leite, faltando a segunda fase, na qual o bebê fortalece os músculos da face, estimula a produção do leite, estabelece o vínculo com a mãe e sacia sua necessidade de sucção.

O furo do bico da mamadeira nunca deve ser aumentado pois agrava os prejuízos da amamentação artificial e incoordenação na sucção-deglutição-respiração. Além disso, o bebê não está acostumado a grandes quantidades de leite em pouco tempo, proporcionando cólicas, engasgos e até vômitos. O ideal é que virando-se a mamadeira ela apenas goteje.

Criticada por alguns e defendida por outros, a chupeta não chega a ser um vilão, quando usada racionalmente. Mas, quando usada por períodos prolongados, poderá deixar seqüelas no bebê, como mal posicionamento dentário, desvio no crescimento dos maxilares e alteração na deglutição, mastigação, respiração e fala.

Dar preferência sempre a chupetas e mamadeiras com bicos ortodônticos do tamanho adequado para a idade do bebê. Tanto a chupeta quanto o bico da mamadeira devem ser trocados assim que detectadas rachaduras e manchas brancas e por motivos de higiene.

 

Fonoaudióloga: Angela Bernardino Battistotti

CRFa: 8683/SC

Especialista em Motricidade Orofacial

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