11nov

Cirurgia de adenoide e amídalas: Por que operamos e como foi a recuperação?

A operação mais comum entre as crianças é a de retirada das amídalas e da adenoide. Há duas semanas, com total amparo e apoio dos médicos que o acompanham, tomamos a decisão de operar o Dudu.

Resolvi escrever esse post em forma de perguntas e respostas, justamente pra tentar ajudar os pais que passam pela mesma situação que a gente.

cirurgia-adenoide-amidalas-recuperacao

Quais foram os principais sintomas e incômodos que nos levaram a identificar a obstrução da adenoide?

Desde bebê o Dudu roncava muito e fazia um esforço fora do normal pra respirar. Além do ronco, tinha a respiração carregada. Pra ter uma ideia, a gente conseguia ouvir a respiração dele – mesmo acordado – de outro cômodo da casa, sem precisar estar junto.

Como consequência da má qualidade de sono, principalmente nos períodos de crise, as noites mal dormidas dele (e nossa!) resultavam num dia seguinte cheio de manha e impaciência.

Até os dois anos de idade ele babava feito um cachorro São Bernando (típico das crianças que respiradoras bucais), não dava conta de babeiro e de roupas extras que tinha que levar quando a gente saía de casa. Era o maior problema, principalmente no inverno quando, a qualquer descuido, ele estava com o peito encharcado.

Eu vivia uma angústia muito grande, consultamos os principais médicos da cidade em busca de uma solução (quase mágica) pro problema dele. Doutor google também fez parte do processo, embora eu não recomende muito, até porque a gente vê tanta porcaria por aí que é de apavorar!

Todos os tratamentos alternativos foram feitos: antibióticos e até corticoide oral quando o caso chegou ao extremo, além do uso frequente do corticoide nasal. Adiantava por umas semanas, ou até meses, mas muito rápido a obstrução nasal causada pela adenoide grande beirava a 95%.

Isso sem falar nas infecções recorrentes, de ouvido nariz e garganta. O primeiro ano de escola foi um caos. Era 2 dias na escola e 3 em casa, porque vivia doente.

Para verificar e acompanhar o tamanho da adenoide, realizávamos o exame de raio x de cavum de tempos em tempos.

Além da adenoide, Dudu apresentava uma amídala grau 3, que também foi recomendada a retirada.

Ah, e por respirar pela boca, ele projetava a língua pra fora (sobre os dentes inferiores) e ficava sempre de boquinha aberta. Inclusive o palato já apresentava algum sinal de deformação, segundo o pediatra.

 

Por que resolvemos operar o Dudu?

A cirurgia é sempre o último recurso, como eu já disse nesse post onde eu conto a relação que tivemos com os antibióticos antes da operação.

Os médicos que nos acompanharam são bem conservadores com relação à operação, esgotamos as tentativas através de medicamentos e, ainda assim, eu percebia que o coitadinho não tinha qualidade de vida. Aquele sono com ronco pesado, as diversas acordadas no meio da noite com choro forte, inclusive recentemente chegamos a perceber algumas (bem poucas) paradinhas de respirar pelo cansaço e dificuldades: a apneia do sono.

Aos 3 anos e 2 meses Dudu entrou no centro cirúgico. Quem me acompanha no instagram (@agorasoumae) conseguiu ter uma ideia de como foi o nosso dia a dia pós cirúrgico, embora não tenha conseguido me aprofundar muito nas explicações até então, pra dar atenção ao nosso pequeno enfermo!

 

Quantos dias levou a recuperação e como foi o processo pós cirúgico? Ele passou a respirar pelo nariz? Quais foram as mudanças que já pudemos perceber?

Escrevi tudo isso num próximo post (até pra não virar uma bíblia kkk), que vou publicar amanhã em detalhes, falando da alimentação, das limitações, da recuperação do Dudu e das melhorias e mudanças. Mas já adianto que ele está a milhão por hora e deu tudo certíssimo!

Quero agradecer por todo o apoio que recebi de tanta gente que eu nem sequer conheço, li todos os recadinhos da fanpage e do insta e tentei responder todos. Acredito muito em pensamento positivo e boas energias, e podem ter certeza que eu consegui sentir tudo isso vindo de vocês!

Ah, pra quem mora aqui em Floripa e quer indicação dos profissionais que cuidaram tão bem do Dudu. A otorrino é a dra. Fernanda Maia Monteiro (3024-0050) e o pediatra é o Dr. Roberto Morais (3241-3560). Seus filhos estarão em ótimas mãos.

 

Beijoca e voltem amanhã!

07nov

A participação dos antibióticos na vida do Dudu

A nossa relação com os antibióticos aqui em casa sempre foi de amor e ódio. Ódio porque, logicamente, nunca foi uma opção. Cada vez que ouvia do médico “vamos partir pro antibiótico” me cortava o coração. E amor pela simples e rápida melhora que Dudu apresentava ao tomar esse tipo de medicamento.

Muito dessas idas e vindas das infecções bacterianas eram causadas pelo tamanho da adenoide e da amídala do Dudu, e de um quadro de alergia respiratória, que raramente permitia que elas voltassem ao tamanho normal.

Depois de muito questionar os médicos e de ter toda segurança que estaria fazendo a coisa certa, operamos o Dudu. Foram tiradas as amídalas e também a adenoide.

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A cirurgia felizmente foi um sucesso e ele está em processo de recuperação. Submeter uma criança ao centro cirúrgico só em último caso, após falhas seguidas no tratamento passado pelo médico que a examinou. Cada organismo se comporta de uma maneira e, claro, algumas pessoas só são curadas por intervenção cirúrgica.

Mas até chegar nesse ponto, foram quase 3 anos de infecções recorrentes. Qualquer gripe que ele pegava, normalmente deixava um rastro, uma infecçãozinha de brinde aparecia dias depois. Vivia nessa tensão com medo de o Dudu ficar doente, às vezes chegava a estranhar quando ficava muito tempo sem adoecer.

Muitas vezes eu tinha certeza, até pelo aprendizado na prática, que era caso de antibiótico. Mas eu nunca, nunquinha mesmo, tomei essa decisão sozinha. Sempre levei ao pediatra para que ele consultasse o histórico do Dudu e assim decidíamos pelo melhor tratamento, que mudava de acordo com a gravidade do caso e tipo de infecção.

Uma dica legal para as crianças mais enjoadinhas é começar a dar o remédio uns minutinhos antes do horário expirar. No início eu era mais tolerante com os horários de medicação, mas depois descobri a importância de cumprir os intervalos prescritos, até falei sobre isso neste post AQUI.

Espero e acredito que a gente vai reduzir muuuuuito o uso dos antibióticos aqui em casa.

E nunca medique seu filho com antibiótico sem consultar o médico.

Antibiótico é coisa séria!

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01out

Com antibiótico não se brinca!

A famosa consulta médica com a vizinha: quem não fez, pelo menos conhece alguém que tenha feito.

“Fulaninho tá doente, com os mesmos sintomas do Ciclaninho. Eles têm quase a mesma idade e tamanho. Deve ser a mesma coisa, vou poupar minha ida ao médico, passar na farmácia e repetir o tratamento, certo?”

Errado! E se esse tratamento for com antibiótico, o risco é ainda maior.

O uso indiscriminado de antibióticos pode aumentar a resistência das bactérias, fazendo com que modifiquem e se fortaleçam, o que pode colocar em risco a eficiência do medicamento.

O histórico de cada criança é o que vai determinar o tratamento adequado e não existe prescrição coletiva para antibiótico. O tratamento deve ser usado apenas para infecções geradas por bactérias. Em caso de infecções virais, ele é ineficaz.

Além disso, as doses e intervalos da medicação devem ser cumpridas, podendo influenciar na multiplicação das bactérias. Claro que 15 minutinhos a mais ou a menos não causam nenhum grande problema, mas bom senso é essencial nessas horas!

Sempre consulte seu médico antes de medicar, siga as orientações e respeite a sua receita!

Antibiótico é coisa séria, de verdade!

Aproveita para assistir ao recado que a apresentadora Astrid Fontenelle e o infectologista Edmilson Migowski têm pra gente! 

 

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