01maio

Dieta na gravidez e na amamentação: pode ou não?

Muita gente fala “agora você tem que comer por dois”. Embora a gente morra de vontade e ame essa desculpa, sinto muito amiga, mas é  MENTIRA! #fuéfué

Uma mulher grávida precisa de 200 a 300 calorias a mais no dia para fabricar o bebezinho. (pooooooxa, só isso?)

Pensando nisso, reunimos umas dicas de alimentação e saúde que podem ser úteis pra você!

A ideia não é comer mais por conta da gravidez, e sim comer melhor de acordo com a necessidade do seu corpo!

Grávidas podem fazer dieta?

Não é recomendado emagrecer na gestação, afinal seu corpo vai usar tudo o que ele tem de melhor para produzir o serzinho dentro de ti.  

A não ser que você tenha engordado muito e/ou tenha agravado algum quadro de saúde, daí o obstetra irá orientar sobre uma possível dieta.

Se esse não for o caso, o ideal é fazer uma dieta equilibrada.

Quando cuidamos da gente melhora muito nossa auto estima. E só quem é/foi gestante sabe da importância de estar de bem consigo! São tantas transformações hormonais, psicológicas e físicas que fica difícil manter-se sã o tempo inteiro, hehe.

O melhor é fazer uma alimentação que inclua todos os grupos alimentares: verduras, frutas (as secas também), legumes, amêndoas, carnes, cereais e os (maravilhosos) laticínios (esses aqui com moderação, desde que você não seja intolerante e que seu médico autorize).

Por mais deliciosa que seja, tente fugir das frituras, principalmente se você sofre com azia.

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Já durante a amamentação…

 

É importante saber também que seu corpo precisa de uma reserva para o período da amamentação, então se preocupe em balancear os alimentos, mas sem muita nóia com a balança.

Durante a amamentação você vai perder peso naturalmente (oba, oba!), É surpreendente como os bebezinhos engordam só tomando nosso leite… 

Você sabia que se perde até 900 calorias por dia durante a amamentação? (THANKS GOD)

Nesse período o consumo de gorduras saudáveis, como a da castanha e do abacate, são ótimas para o crescimento do bebê.

Uma guloseima de vez em quando… desde que seu médico permita e você e o bebê se sintam bem… Maravilha! 🙂 Ainda assim tente escolher as opções mais saudáveis de doces!

 

Como manter o peso na gravidez?

 

Ah, uma dica que parece bobinha, mas SUPER importante:  seus hábitos alimentares vão determinar também os hábitos alimentares do seu filho.

Então, se você não quiser ter aquelas discussões com ele sobre a importância de comer frutas e verduras, comece a comer já. Sinto dizer, mas uma das poucas verdades que a maternidade me trouxe é que as crianças aprendem muito mais pelo exemplo do que pelas nossas próprias palavras.

Pra finalizar, acho que saúde e bem estar é muito mais do que uma questão de alimentação. Cuidar da gente inclui cuidar da nossa mente, fazer atividades prazerosas e se permitir sem culpa de realizá-las. Mesmo que o tempo que a gente tenha disponível pra isso seja 5 minutinhos, dá pra fazer valer, né? E fica tranquila, esse corre corre logo passa. 🙂

Ah, e sem muita nóia com o corpo, viu? Ele muda muito e muito rápido nesse período.

Curte esse momento que vai deixar saudade!

 

 

Lí algumas dessas informações na FIOCRUZ e no Mães GNT.

18maio

Desafio Detox!

Fui convidada pela Organic Press a fazer o #desafiodetox de 2 dias e, claro, aceitei na hora. Parece que leram o meu pensamento, era tudo que eu precisava depois de dois meses nadando na jaca! Tava doida por um empurrãozinho pra uma vida mais saudável.

desafio-detox

1. Eu nunca tinha feito detox.

2. Embora eu tente melhorar, minha alimentação tá longe de servir de exemplo. Mas com o conhecimento que a gente vai adquirindo sobre os alimentos e a importância de comer bem (e comer comida de verdade!), é natural que o interesse por uma alimentação saudável aumente a cada dia.

É esse o processo que tô vivendo. Nada radical, tudo no seu tempo.

Foram dois dias de detox com os sucos prensados a frio da Organic Press, refeições da Funcional Gourmet e snacks das lojas Mundo Verde do centro e do Beiramar Shopping. Além disso, fizemos tratamentos na clínica Onodera, pra ajudar a eliminar as toxinas e turbinar o detox!

O cardápio foi elaborado pela Nutricionista Elisa Berkenbrock (@dicadanutri). O coquetel de abertura ficou por conta da loja chamosíssima Espaço Garimpo, e o encerramento no Costão do Santinho!

Dá uma espiadinha!

sucos-organic-press

***  Mas afinal, o que é um suco prensado a frio?

Inspirados na técnica milenar de extração do azeite de oliva, os sucos prensados a frio extraem das frutas e vegetais orgânicos o que eles têm de melhor: fitonutrientes, minerais e enzimas vivas, extraindo mais nutrientes por mililitro de puro suco, sem uso de água, açúcar ou conservantes. Não pasteurizados, são 100% naturais. Por conta disso, sua validade é de 3 dias na geladeira e de até 30 dias no freezer.

Eu me apaixonei pelo sabor inigualável dos sucos. É coisa boa mesmo, Dudu aprovou todos! Como não sou a maior fã de salada, é legal tomar um suco verde todo dia (as meninas da Organic Press falaram que vai um pé de couve orgânica em cada garrafinha de suco verde!)

pratos-funcional-gourmet

Os pratos eram todos vegetarianos, e fiquei surpresa do quanto estavam gostosos! E olha que sou chata pra comer, fiquei com medo de não conseguir encarar, adorei todos! As porções tinham tamanho suficiente pra saciar bastante a fome!

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Entre os snacks saudáveis da Mundo verde: oleaginosas, chocolate (AMÉM!), além do up das sementes nas sopas, que ajudaram a deixar a barriga forradinha, haha.

Os tratamentos estéticos estavam MARA!

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***  O que eu achei do Detox?

A dieta foi super fácil de fazer, tudo veio pronto para o consumo (só faltava mastigar), o que facilitou MUITO a minha vida nesses dois dias. Não passei fome, pelo contrário, fiquei super saciada. Meu intestino voltou a funcionar beeeem e notei muita diferença no inchaço e retenção de líquido, me senti muito melhor. Além de dar um start na tão adiada reeducação alimentar!

Recomendo muitíssimo!

Quem tiver qualquer dúvida sobre esse detox, pode encaminhar um email para Elisa, nutricionista responsável e.nutricionista@hotmail.com ou seguir lá no instagram @Dicadanutri. E quem quer fazer o detox, só enviar um email pra quero@organipress.com.br

E uma ótima semana desintoxicada pra gente!

07jan

O que eu aprendi com a Diabetes Gestacional

Nunca pensei que usaria o meu primeiro texto do ano para falar sobre a minha Diabetes Gestacional. Aliás, nunca pensei que teria Diabetes Gestacional. Mas como esse é um espaço que utilizo para transbordar um pouco meu amor pela maternidade e tudo aquilo que a circunda e como precisei refletir sobre vários pontos depois que descobri a DG, nada mais justo do que discorrer sobre esse tema que vem roubando a cena nos últimos dias.

No meio do mês de dezembro passado, depois de alguns exames, descobri que estou com a tal Diabetes Gestacional. Resumidamente, o meu pâncreas não deu conta de produzir insulina, que é o hormônio responsável pela redução da glicemia, pra todo mundo (eu, bebê e placenta), portanto, precisei parar de consumir todo e qualquer alimento que possa dar um pico de glicemia no meu corpo. A primeira pergunta que as pessoas me fazem é se ela acarreta riscos. Sim, se não controlada pode deixar o bebê com sobrepeso e tendência a apresentar diabetes, a mãe diabética após o parto, mas se for feita uma dieta balanceada associada a exercícios, nem a insulina é necessária e tudo corre mais do que normal.

Desde o dia da descoberta, passei a pesquisar muito sobre o assunto. Primeiro, descobri que ela é mais comum do que parece e não, nem sempre ela tem uma razão específica como casos de diabete na família ou excesso de peso da gestante. Então, se você também descobriu a DG, não se sinta culpada, ela pode ser apenas uma incapacidade do seu pâncreas e não um castigo divino por aquelas sobremesa que você comeu na semana passada.

Ta, mas tudo são flores? Na na ni na não. Pelo menos para mim não foi. Quando confirmamos o diagnóstico, chorei feito criança na frente da obstetra que estava substituindo o meu médico em férias. Senti um peso imenso, uma responsabilidade absurda diante daquela nova condição. Desde sempre meu peso e a comida são uma questão para mim. Voltei para a análise esse ano justamente para aprofundar o que está por trás desse meu efeito sanfona e a da minha dificuldade em controlar a boca. Verão passado eu estava super bem, me preparando para engravidar com um peso bacana, mas quando engravidei eu julho, já estava quase dez quilos acima do meu peso ideal. Nos últimos meses eu vinha tentando me controlar, mas não estava conseguindo e de repente, a vida me obrigou a olhar melhor para essa área.

Senti-me ridícula, confesso, mas chorei bastante no consultório. Porém, como nada é por acaso, era para a Dra. Mônica estar ali naquele dia, porque fiz quase uma hora de consulta/terapia e fui totalmente acolhida por ela. Muito mais do que me explicar sobre a DG, ela falou sobre aceitar, sobre receber essa condição. Me disse que eu deveria agradecer porque meu problema tinha solução e eu tinha todas as armas para vencê-lo. Que muitas vezes a vida nos cobra, nos cobra e até esquecemos de curtir e cuidar da gravidez e que agora, a cada picada, eu lembraria do motivo genuíno de tudo aquilo ali.

Desde então, estou em dieta restritiva total. No dia seguinte à confirmação, marquei uma consulta relâmpago com a minha nutricionista e como aprendi, não cortei nada, apenas substituí. Ok, cortei MUITA coisa, já que minha alimentação não era das melhores. Não posso ingerir açúcares e afins (como xarope, glicose ou glucose de milho, sacarose, dextrose, maltodextrina, frutose), carboidratos refinados (pão, arroz e massas) e derivados do leite (essa parte foi a mais difícil). Virei a louca dos rótulos e quase não saio de casa porque nunca sei como as comidas são preparadas. Basicamente, posso comer frutas (nem todas e nem em grandes quantidades), legumes, alimentos 100% integrais e proteínas. Também desde o dia primeiro de janeiro, comecei a medir a minha glicose três vezes por semana, quatro vezes por dia. Ainda não sei o resultado das minhas medições porque ainda não traçamos o meu perfil, mas pesquisando na internet, vi que, a princípio, os números estão ótimos já que variam de 80 a 100.

Ok, mas o que, diabos, eu aprendi com a Diabetes Gestacional? Primeiro, aprendi a escolher e selecionar o que coloco para dentro do meu corpo. Lendo os rótulos, vi o quanto de substâncias ingerimos sem nem imaginar o mal que fazem. Esses produtos “0 açúcar”, por exemplo, em geral são CHEIOS de químicas disfarçadas que são tão prejudiciais quanto o próprio açúcar! Também entendi que na vida aprendemos pela dor ou pelo amor…hahaha…às vezes é preciso uma chacoalhada dessa para que paremos tudo o que estamos fazendo para refletirmos sobre nossas atitudes. E isso vale para todas as outras áreas da minha vida. Ah, de quebra, em quinze dias, perdi dois quilos, mesmo sem querer já que na gravidez não podemos perder peso e sem passar fome, e não inchei nadinha até agora.

Enfim, comecei o ano como sempre desejei, me alimentando de forma saudável, mesmo que meio obrigada.

Aproveito para desejar a todas vocês um excelente 2015. Que você aprenda mais pelo amor, mas que se a vida lhe impuser condições um tanto arbitrárias e chatinhas, como aconteceu comigo, você as acolha, agradeça e faça diferente.

E se você também descobriu que tem Diabetes Gestacional, acalme-se e procure o seu médico. Nada está perdido. Ah, se alguém também passou por isso e deseja compartilhar a sua experiência, ficarei super feliz e grata pelas dicas ou sugestões. Nessas horas, vale demais escutarmos histórias (de sucesso, por favor) alheias.

Até mês que vem.

Beijos, Juliana Baron

juliana-baron-pinheiro

Juliana Baron é um milhão de mulheres em uma só e isso, às vezes, gera uma confusão absurda (por isso, tanta terapia) e, consequentemente, muito assunto para escrever. É apaixonada pelo universo feminino e pretende trabalhar com ele assim que se formar em Psicologia. É mãe do João e está grávida de mais um menino, mas jura que vive uma vida para além da maternidade. É coach, gosta de ler, de escrever, de organizar armários, de colecionar coisas e de relembrar a infância.

Você também me encontra em Blogpsicologando.com 🙂