13set

Ser mãe é rir da própria cara!

 

Sanidade.

Mantê-la, depois que a gente vira mãe, pode ser tão simples quanto assoviar e chupar cana.

É, minha amiga. Eu digo e repito: ser mãe é bom, mas é roça!

Natureza sábia que só, até deixa a gente mais esquecida e avoada pra não despirocar de vez (leia sobre momnesia aqui!).

O jeito então, é mesmo aprender a tirar sarro das situações desconfortáveis que toda mãe (toooooooda mãe) passa.

E rir da sua própria cara (sempre, porque se você não rir, outro fará.. haha)

Juntei minha (des)experiência materna com o talento da irmã desenhista, boas risadas e paguei em cerveja.

O resultado vocês podem ver aqui.

gestante-frase-divertida gravida-humor look-do-dia-de-mae humor-dia-a-dia-mae humor-gestante maternidade-mae-humor

E pra finalizar, uma pequena definição sobre MOMNESIA que tomei a liberdade de criar:

momnesia-foto

Porque se divertir ainda é o melhor remédio!

 

 

 

 

 

18abr

II Seminário Internacional de Mães

 

Seminário internacional de mães

Ser mãe é não saber.

Ao mesmo tempo em que não existe uma fórmula mágica, entre uma conversa e outra, entre um artigo e outro, sempre aprendo alguma coisa que interfere na minha visão sobre a maternidade. E sim, ela vive em constante mudança.

A minha mãe foi criada pra ser dona de casa. Já eu, fui criada pra ser dona da minha própria vida e não depender de ninguém. Pelo menos era isso que meus pais tentavam ensinar, ainda que a realidade deles não refletisse suas palavras.

Ela era dona de casa, ele provedor.

E dentro desses dois modelos antagônicos de criação que eu tive: teoria versus prática, associado às minhas experiências e à criação do meu marido, eu vivo tentando construir a mais sensata (ou menos louca) personalidade materna.

Talvez, se eu não tivesse buscado me conhecer melhor, fuçando o fundo do baú mesmo, com terapia, leitura, conversa e, principalmente, com troca de experiências com todo tipo de gente, eu não estaria seguindo o mesmo curso.

Se é o jeito certo? Não sei dizer. E arrisco dizer que ninguém sabe. Essa nova figura de mulher e mãe ainda é um ponto de interrogação gigante pra mim.

Ser mãe é não saber.

Mas ser mãe é, definitivamente, buscar o saber, a todo tempo.

 

Cheia de vontade, quero convidar vocês a participarem comigo do II Seminário Internacional de Mães, que tem como principal reflexão o tema: Que mãe você quer ser?

Aprender a ser mãe e reaprender a ser mulher; educação; impacto dos filhos sobre a psique feminina, e alimentação estão dentre os principais assuntos que serão abordados no evento. As palestrantes são maravilhosas, entre as minhas preferidas: Cris Guerra e Laura Gutman, do livro “A maternidade e o encontro com a própria sombra”.

 

O evento será em Belo Horizonte, no dia 04 de junho. Eu vou estar lá assistindo todas as palestras e quero encontrar vocês!

Os ingressos já estão no quarto lote, mas quem quiser participar, tenho um cupom de desconto de 20% no valor total, basta acessar este link e usar o código “agorasoumae20” no momento do pagamento!

Para mais informações, acesse AQUI!

 

Espero vocês lá.

Beijos, Bia!

29mar

Novas calças da Agora Sou Mãe!

Oii!!

A Loja online da Agora Sou Mãe vai ficar cheia, cheinha de novidades daqui pra frente!

O primeiro produto que quero apresentar pra vocês é a nossa calça Comfy, em plush ou jeans de moletom! Uma calça pra gestantes – e não gestantes também! Democracia é tudo nessa vida! hehe.

Sabe aquela roupa confortável feito um pijama, mas ideal pra qualquer passeio?

A calça perfeita pra receber na maternidade ou em casa, pra fazer uma pequena caminhada, ir ao shopping, trabalhar ou ir ao almoço de domingo.. pra usar muito durante a gravidez e, principalmente, depois. (e eu me imagino fazendo todas essas coisas ao criar cada produto nosso! hehe)

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Deve ser por isso que quando eu começo a desenvolver uma peça pra marca, a primeira coisa que eu penso é: aonde ela pode ser usada?

Precisa ser básica, atemporal e confortável. Ah, e logicamente servir em uma gestante, durante toda a gravidez e além dela. A modelagem que se adapta a todas as fases da mulher é uma preocupação constante. Ninguém merece roupa descartável, concorda? Por isso os nossos tecidos também são escolhidos a dedo, sempre os melhores do mercado, pra durar mesmo.

Tudo isso soa como papinho de vendedora (e de certa forma é, né? ;P), mas também a mais pura verdade. Juro!

O problema é que eu amo tanto tudo, que sou até suspeita pra falar!

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Gostaram chiquitas?

Pra comprar, ou dar aquela espiada “sem compromisso” (como ODEIO quem usa esse termo, haha) é só clicar nos links abaixo:

Calça Comfy Plush Mescla Creme

Calça Comfy Plush Preta

Calça Comfy Jeans de Moletom

Beijos e até mais!

Bia

 

 

 

09fev

Como seria sua biografia?

Ilhada pelo trânsito, paro no shopping e vou direto pro cinema. Sozinha.
Um luxo em tempos de maternidade e casamento, arrisco dizer.

Joy era o nome do filme. E a alegria foi toda minha que, feito pinto no lixo, dediquei aquele tempo SÓ pra mim. Um tempo que me foi imposto, que eu não escolhi. O que me tiraria qualquer parcela de culpa, se isso fizesse meu tipo.

Um filme que dificilmente assistiríamos a dois. Não faz muito o gosto dele, o que me deu uma sensação de liberdade ainda maior. E de autossuficiência. Momento eu me basto, eu me amo! rs..

Não sei bem porque, mas eu me senti fo-da! Ir ao cinema sozinha exerce algum encanto sobre mim. É uma das coisas que eu mais amo fazer ao desfrutar da minha humilde companhia. Mexe com meu ego. Sim, louca. Eu sei (mas foda, no meu eu!).

Ah, o fime! Uma inspiradora história real.
Conta a trajetória pessoal e profissional de Joy Mangano (Jennifer Lawrence abusou nesse papel!) a inventora do Miracle Mop.

joy-o-filme

Problemas de família, dificuldades financeiras, maternidade, casamento, nada disso fez com que ela deixasse de acreditar em seu sonho.

Em um trecho do filme, Joy teve que abrir mão de seus projetos pessoais para se dedicar à familia. Normal, né? Talvez como em alguns trechos da nossa vida. Mas a expressão usada ali foi “Dreams on hold”. Ou seja, ela sabia que se tratava de uma fase, que seus sonhos estavam em modo de espera.

Uma vez meu padrasto escreveu que casamento não pode ser um sonífero, um escape impedindo que seus sonhos pessoais se realizem. Eu ainda não era mãe, mas acho que na maternidade também funciona assim.

Viver exclusivamente pros outros é nobre e eu admiro muito. Conheço pessoas que o fazem muito bem e tem nisso sua realização pessoal. Se é pra mim? Penso que não.

Sobre a receita do sucesso de Joy? Eu resumiria em duas palavras: acreditar e insistir. (e insistir).

14abr

Boyhood e um passeio pelos meus medos

Ah, como é difícil ser mulher! (leia com suspiros ao fundo)

Eu sei que não disse qualquer novidade. Muito menos tenho a intenção de entrar no assunto desigualdade entre sexos por aqui. Tenho preguiça de discutir certas coisas.

Apenas vou falar de mim. Do que vivo e do que sinto, usando um dos filmes mais bonitos que já vi como âncora desse texto.

Provavelmente você já viu ou ouviu falar em Boyhood – Da Infância à Juventude, que estreou final do ano passado por aqui. O filme, gravado em 12 anos com o mesmo elenco principal, acompanha a vida de um menino comum, dos 5 aos 18 anos de idade.

Eu só consegui assistir na última semana, dentro do avião, com meu marido e nosso filho de quase 4 anos, ansioso para chegar na Disney.

Boyhood-imagem

O tímido menino Mason é o personagem principal do filme. Lembrou fisicamente o meu filho, um ano mais novo que ele no início da trama, que naquele momento usava um par de fones de ouvido e assistia a um filme infantil do seu interesse, com os dedos entrelaçados aos meus e calmamente acomodado em seu assento. Pouco menos de um ano atrás, não assistiria nada por mais de 20 minutos, muito menos usaria fones de ouvido, sequer estaria quieto em uma poltrona de avião.

Não poderia existir melhor momento pra acompanhar as transformações reais, amadurecimento e as nuances da personalidade de Mason ao longo de 12 anos. Era quase que como uma amostra grátis pra mim.

Não foi só a história de Mason que me emocionou. Sua mãe Olivia, perfeitamente interpretada por Patricia Arquette (protagonista na minha percepção), trouxe vida às minhas maiores preocupações e também aos meus medos, relacionados à maternidade ou não.

As escolhas de Olivia para proporcionar uma vida melhor aos seus filhos, as coisas que ela precisou abrir mão, o desafio de educar, no caso dela sozinha e divorciada, a perda da dependência natural dos filhos que crescem, a síndrome do ninho vazio, o envelhecimento, as mudanças do corpo e como o tempo pode ser mais cruel com as mulheres, a solidão.

Quando não me via em Olivia, via minha mãe, ou via outras mulheres que passam por tantas dificuldades e, ainda assim, têm garra e disposição criar e apreciar as coisas boas da vida.

A beleza de momentos únicos e passageiros, mostrados na simplicidade do cotidiano, tornou tudo tão real que nem parece um filme. Parece uma vida.

A quem não viu, não sabe o que tá perdendo.

Beijoca.

Post publicado originalmente na minha coluna na Revista Donna. 

19mar

Sobre maternidade e o encontro com a própria sombra

por Juliana Baron

 

Estou lendo o livro “A maternidade e o encontro com a própria sombra” da Laura Gutman, e estou adorando. Talvez você já tenha ouvido falar (bem ou mal) dele ou você não tenha gostado muito da leitura – e te entendo completamente -, mas como eu comungo demais com a posição da autora e como acho que vale a reflexão, hoje quis vir falar um pouco sobre ele.

De forma bem resumida, Laura afirma em seu livro, que a maternidade, além de ser um momento maravilhoso, revela a sombra da mãe (entenda por sombra a parte escura do mundo psíquico e espiritual) e que o bebê sente como se fossem todos os seus sentimentos, os da mãe, sobretudo, aqueles dos quais não tem consciência. A autora, ao longo da obra, explica e exemplifica essas afirmações e fala sobre como essas manifestações, que refletem a sombra da mãe, podem servir para o seu crescimento pessoal.

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Disse no início que entendo quem não gostou do livro, porque sei que ouvir sobre o vinculo e a responsabilidade direta que temos sobre nossos filhos, não é mesmo tão sonoro assim. Compreender e aceitar que choros, cólicas e incomodações, por exemplo, têm ligação direta com a maneira como nós mães nos tratamos e nos sentimos, pesa e pode causar muitos incômodos internos. Não, não estou trazendo à tona aquele clichê de que “a culpa é sempre da mãe” porque sempre fujo dessa piada sem graça e detesto quando usam o termo “culpa”. Quer vincular o cuidado de uma mãe ao comportamento do filho? Fale em responsabilidade.

Ok, mas por que afirmo que as colocações de Laura me agradam? Porque por experiência própria, sei que a maternidade releva as nossas próprias sombras e depois de algum tempo de análise, me foi revelada a via mais do que direta entre o que eu vivo e como meu filho se apresenta. Imaginamos que iremos engravidar, que tudo serão flores e que os únicos contratempos serão os físicos, como excesso de peso, enjoos e azia. Só que não. Parece que a partir do momento em que nos descobrimos grávidas, nos enchemos de dúvidas e emoções desconhecidas, contraditórias. É como se a poeira das nossas inquietações, que Laura diz que seriam todas nossas misérias, alegrias, inseguranças e situações que precisam ser resolvidas, fosse assoprada para fora do nosso tapete psíquico. Muitas vezes, até escolhemos não vê-la, afinal estamos ocupadas demais com os preparativos e as listas, mas então o bebê nasce e a poeira continua por ali. E se escolhemos não vê-la, as inquietações se apresentam através de sintomas comuns. É o leite que não desce, o bebê que só chora, uma tristeza que toma conta…

Entendo que não é fácil falarmos sobre caos interno, crise de identidade e desestruturação espiritual durante um dos momentos mais bonitos na vida de uma mulher, mas tenho para mim que há beleza em toda essa impermanência e que se nos déssemos mais atenção durante esse período, sairíamos muito mais fortes dele. Criaríamos filhos mais saudáveis psiquicamente, mais disponíveis para a vida e muito mais independentes. Também entendo que talvez a gravidez não seja o melhor momento para que todas as mulheres reflitam sobre suas pendências emocionais ou vasculhem seus alicerces psíquicos. Sei que algumas possuem questões mais práticas a serem resolvidas, como o relacionamento com o pai daquele filho, por exemplo, mas acredito, de verdade, que a gestação vai muito além de passar creme na barriga, fazer um book bacana ou pensar na decoração do quarto, e se pudermos e estivermos dispostas a mergulhar para dentro de nós mesmas, sairemos dela muito mais íntegras e evoluídas.

Enfim, para quem não conhece o livro e para quem gosta de questionar suas crenças empoeiradas, fica a indicação.

Como essa semana completo 38 semanas de gestação, talvez não apareça no próximo mês, mas assim que eu me organizar na nova rotina, entre uma mamada e outra e entre uma reflexão e outra, espero aparecer por aqui.

Beijos, Juliana Baron

(Não entrei muito na questão da figura paterna porque só posso falar por mim, que sou mãe, e o livro foca no que Laura chama de fusão emocional bebê-mãe).
Juliana Baron é um milhão de mulheres em uma só e isso, às vezes, gera uma confusão absurda (por isso, tanta terapia) e, consequentemente, muito assunto para escrever. É apaixonada pelo universo feminino e pretende trabalhar com ele assim que se formar em Psicologia. É mãe do João e está grávida de mais um menino, mas jura que vive uma vida para além da maternidade. É coach, gosta de ler, de escrever, de organizar armários, de colecionar coisas e de relembrar a infância.