21mar

Os perigos da meningite

No último dia 3 estive em São Paulo para participar do lançamento de uma campanha nacional de conscientização dos riscos da meningite, Vença a Meningite, do laboratório GSK. O meu papel é espalhar para o maior número de pais e mães dados reais sobre essa doença, que pode chegar a 40% de letalidade em alguns casos.

Os personagens “reais” dessa campanha são cinco atletas paralímpicos que contraíram a doença meningocócica na infância. Conhecemos um pouco de suas histórias de vida, de suas famílias, da luta e vitória sobre essa doença de rápida evolução e difícil diagnóstico.

Eles são um exemplo de superação, verdadeiros guerreiros!

A fotógrafa Anne Geddes com os atletas: Ivanilde, Suelen, Jhulia, Andrey e Filippe.
A fotógrafa Anne Geddes com os atletas: Ivanilde (basquete), Suelen (corrida), Jhulia (corrida), Andrey (natação) e Filippe (goalball).

Além dos atletas, conheci duas grandes fotógrafas. Anne Geddes (a famosa precursora dos ensaios newborn fofos no mundo!) e a brasileira Simone Silverio, referência em ensaio newborn e gestante, que fotografou nossos atletas paralímpicos.

Anne Geddes é embaixadora mundial da conscientização sobre os riscos da doença meningocócica. 15 crianças atingidas pela doença, de todas as partes do mundo, foram clicadas pelas lentes da fotógrafa, que nos apresentou esse trabalho contando a história de cada uma delas. Foi um momento de muita comoção e reflexão sobre os valores da vida. Confesso que fiquei tensa, achei as cenas fortes, porém bonitas. Foi impossível conter as lágrimas.

Unidos contra a meningite!
Unidos contra a meningite!

Foi um evento muito rico em informação, vou passar algumas delas pra vocês:

  • 36% dos casos de meningite são causados por bactérias (doença meningocócica), 43% virais, e os outros 21% são ainda de origem não descoberta.
  • A prevenção consiste em manter hábitos de higiene adequados: lavar as mãos com frequência e manter o ambiente ventilado. Além da vacinação que protege da meningite bacteriana (tipos A, B, C, W e Y).
  • A meningite é transmitida principalmente pelo contato direto com gotículas respiratórias através de contato com a saliva, principalmente tosse e espirro. Ainda que seja possível a transmissão através do compartilhamento de talheres e copos, o meningococo resiste pouco tempo ao ambiente externo.
  • A letalidade da doença meningocócica pode ocorrer entre 10 e 20% dos casos, mesmo com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Sem tratamento, a mortalidade supera 50% dos casos.
  • A meningite tipo B é a que mais mata em todo o mundo.
  • A faixa etária com maior risco de letalidade é entre 0 e 2 anos de idade.
  • O evolução da doença meningocócica é muito rápida. O óbito pode ocorrer 24 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. Por isso é tão importante que a pessoa afetada pela doença seja diagnosticada e atendida com urgência, ainda nas primeiras horas.
  • Os sintomas são muitas vezes confundidos com o de uma gripe ou qualquer outra virose. Febre alta, dor de cabeça e prostração aparecem nas primeiras 4 horas. Após esse período, começa a rigidez da nuca e até manchas pelo corpo. Os pais devem levar a criança imediatamente ao pronto socorro para o tratamento adequado. É uma verdadeira corrida contra o tempo.
  • A faixa etária da população transmissora das meningites causadas por bactérias é mais abrangente do que a faixa etária da população dos afetados gravemente (normalmente crianças). Jovens são o maior grupo transmissor da doença meningocócica. Por isso a prevenção deveria acontecer também na população transmissora, que porta a bactéria mas não é afetada pela doença.
  • Na região Sul há uma maior incidência de infecções pelo meningococo do tipo W quando comparada as demais regiões do país.

 

Eu particularmente ainda não vacinei o Eduardo com a vacina Meningocócica ACWY. Tinha até entrado na lista de espera e, quando me chamaram, estava na praia, então foi aquela enrolação e acabei deixando pra lá. Como soube que aqui no sul há maior incidência do tipo W, decidi que vou vaciná-lo o quanto antes.

 

post-patrocinado

03set

Depressão pós parto em homens é mais comum do que em mulheres

Sabia que a depressão pós parto pode ser mais comum em homens do que em mulheres? Os pais com DPP podem representar 21% (contra 15% da média feminina). É o que aponta um estudo publicado pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido.

Acho que o mundo pré e pós bebê muitas vezes se resume aos que estavam presos pelo cordão. E o coitado do pai (tá, nem sempre ele é coitado. eu sei) pode se sentir excluído.

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Mas não é só isso que pode deixar o moço assim. Vou analisar com o meu olhar e depois eu cito as fontes que comprovam o achismo (já que não sou blogueira suicida e prezo pela veracidade do que escrevo aqui).

Toda a família é impactada com a chegada do bebê. Sim, é lindo. Sim, é muuuuito difícil. E quem não sabe disso vai se frustrar. De verdade.

Normalmente, nós mulheres, temos pra onde correr. Ainda que sozinhas com o bebê, procuramos um jeitinho de canalizar nossas emoções. Fala sério, a gente desabafa com o que vê pela frente e na hora do aperto, fica amiga até de um poste. No meu caso (como nesse e em vários outros momentos) escolhi essa tela. Mas nesse parágrafo, falo por mim e por uma parcela que possa se identificar. Sei que no caso da mulher com DPP a coisa muda de figura.

E os homens? Será que conversam o suficiente sobre suas dificuldades e desafios do primeiro ano de vida do bebê? Será que se preparam pra isso? Pra ter uma noção, basta comparar a quantidade de blogs maternos e paternos. Esses eu conto nos dedos.

Mas peraí. Parece que o cara não tem o direito de sentir tanto quanto a gente. Afinal, eles não gestaram, deformaram o corpo, não foram atacados por hormônios (que mais pareciam exús) e que faziam a gente não responder por nós.

Como assim tá estressado? Quer trocar de lugar comigo? Se liga! Você não aguentaria um dia.” Quem nunca pensou – ou falou isso, que atire a primeira fralda!

Perdi as contas de quantas vezes explodi com meu marido ao tentar “comparar” as tarefas que envolvem o dia a dia do recém nascido, ou competir sobre quem está mais cansado. E aprendi uma coisa: entrar nessa onda é batalha perdida, pros dois lados.

É difícil pra gente. Mas pra eles também! E cada um no seu quadrado. (ado, aádo)

A verdade é que a (nem tão) nova configuração familiar mexeu com o psicológico da nossa geração. Os papéis tão bem definidos antes – pai/provedor mãe/dona de casa já não representam a maioria, mas refletem a forma de como a maior parte de nós fomos criados. É difícil brigar com valores enraizados, muitas vezes presentes apenas em nosso inconsciente.

Ah, voltando a falar deles. (sim, porque dominei o assunto, contei minha história e no caso, era pra falar da DPP masculina!)

Os problemas mais recorrentes relatados pelos novos pais são: dificuldade em criar vínculo com o bebê, falta de atenção da esposa e problemas no relacionamento conjugal, transformações no papel familiar e identidade pessoal, stress pela mudança da rotina e principalmente do sono, sentimento de obrigação em amparar psicologicamente a mãe e pressão por sentir-se o provedor da casa.

Principais sintomas da depressão pós parto masculina: irritabilidade, tristeza, falta de apetite, falta de vontade de se relacionar com a parceira, inclusive com o bebê. Mas só quem pode dar o diagnóstico é um especialista!

Uma das pesquisas que eu acessei pra fazer este texto, publicada na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia recomendou a participação e envolvimento do pai desde a gravidez como membro da família (não um mero acompanhante da mãe) e a busca de informações sobre o puerpério por parte do pai, pois a DPP masculina pode ter relação com a falta de conhecimento e despreparo.

Ou seja, o envolvimento do pai desde a gravidez representa muito, aproxima o casal e traz benefícios principalmente pra ele!

Fonte:

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Daily Mail United Kingdom

Hospital Albert Einstein

 

 

 

07jan

O que eu aprendi com a Diabetes Gestacional

Nunca pensei que usaria o meu primeiro texto do ano para falar sobre a minha Diabetes Gestacional. Aliás, nunca pensei que teria Diabetes Gestacional. Mas como esse é um espaço que utilizo para transbordar um pouco meu amor pela maternidade e tudo aquilo que a circunda e como precisei refletir sobre vários pontos depois que descobri a DG, nada mais justo do que discorrer sobre esse tema que vem roubando a cena nos últimos dias.

No meio do mês de dezembro passado, depois de alguns exames, descobri que estou com a tal Diabetes Gestacional. Resumidamente, o meu pâncreas não deu conta de produzir insulina, que é o hormônio responsável pela redução da glicemia, pra todo mundo (eu, bebê e placenta), portanto, precisei parar de consumir todo e qualquer alimento que possa dar um pico de glicemia no meu corpo. A primeira pergunta que as pessoas me fazem é se ela acarreta riscos. Sim, se não controlada pode deixar o bebê com sobrepeso e tendência a apresentar diabetes, a mãe diabética após o parto, mas se for feita uma dieta balanceada associada a exercícios, nem a insulina é necessária e tudo corre mais do que normal.

Desde o dia da descoberta, passei a pesquisar muito sobre o assunto. Primeiro, descobri que ela é mais comum do que parece e não, nem sempre ela tem uma razão específica como casos de diabete na família ou excesso de peso da gestante. Então, se você também descobriu a DG, não se sinta culpada, ela pode ser apenas uma incapacidade do seu pâncreas e não um castigo divino por aquelas sobremesa que você comeu na semana passada.

Ta, mas tudo são flores? Na na ni na não. Pelo menos para mim não foi. Quando confirmamos o diagnóstico, chorei feito criança na frente da obstetra que estava substituindo o meu médico em férias. Senti um peso imenso, uma responsabilidade absurda diante daquela nova condição. Desde sempre meu peso e a comida são uma questão para mim. Voltei para a análise esse ano justamente para aprofundar o que está por trás desse meu efeito sanfona e a da minha dificuldade em controlar a boca. Verão passado eu estava super bem, me preparando para engravidar com um peso bacana, mas quando engravidei eu julho, já estava quase dez quilos acima do meu peso ideal. Nos últimos meses eu vinha tentando me controlar, mas não estava conseguindo e de repente, a vida me obrigou a olhar melhor para essa área.

Senti-me ridícula, confesso, mas chorei bastante no consultório. Porém, como nada é por acaso, era para a Dra. Mônica estar ali naquele dia, porque fiz quase uma hora de consulta/terapia e fui totalmente acolhida por ela. Muito mais do que me explicar sobre a DG, ela falou sobre aceitar, sobre receber essa condição. Me disse que eu deveria agradecer porque meu problema tinha solução e eu tinha todas as armas para vencê-lo. Que muitas vezes a vida nos cobra, nos cobra e até esquecemos de curtir e cuidar da gravidez e que agora, a cada picada, eu lembraria do motivo genuíno de tudo aquilo ali.

Desde então, estou em dieta restritiva total. No dia seguinte à confirmação, marquei uma consulta relâmpago com a minha nutricionista e como aprendi, não cortei nada, apenas substituí. Ok, cortei MUITA coisa, já que minha alimentação não era das melhores. Não posso ingerir açúcares e afins (como xarope, glicose ou glucose de milho, sacarose, dextrose, maltodextrina, frutose), carboidratos refinados (pão, arroz e massas) e derivados do leite (essa parte foi a mais difícil). Virei a louca dos rótulos e quase não saio de casa porque nunca sei como as comidas são preparadas. Basicamente, posso comer frutas (nem todas e nem em grandes quantidades), legumes, alimentos 100% integrais e proteínas. Também desde o dia primeiro de janeiro, comecei a medir a minha glicose três vezes por semana, quatro vezes por dia. Ainda não sei o resultado das minhas medições porque ainda não traçamos o meu perfil, mas pesquisando na internet, vi que, a princípio, os números estão ótimos já que variam de 80 a 100.

Ok, mas o que, diabos, eu aprendi com a Diabetes Gestacional? Primeiro, aprendi a escolher e selecionar o que coloco para dentro do meu corpo. Lendo os rótulos, vi o quanto de substâncias ingerimos sem nem imaginar o mal que fazem. Esses produtos “0 açúcar”, por exemplo, em geral são CHEIOS de químicas disfarçadas que são tão prejudiciais quanto o próprio açúcar! Também entendi que na vida aprendemos pela dor ou pelo amor…hahaha…às vezes é preciso uma chacoalhada dessa para que paremos tudo o que estamos fazendo para refletirmos sobre nossas atitudes. E isso vale para todas as outras áreas da minha vida. Ah, de quebra, em quinze dias, perdi dois quilos, mesmo sem querer já que na gravidez não podemos perder peso e sem passar fome, e não inchei nadinha até agora.

Enfim, comecei o ano como sempre desejei, me alimentando de forma saudável, mesmo que meio obrigada.

Aproveito para desejar a todas vocês um excelente 2015. Que você aprenda mais pelo amor, mas que se a vida lhe impuser condições um tanto arbitrárias e chatinhas, como aconteceu comigo, você as acolha, agradeça e faça diferente.

E se você também descobriu que tem Diabetes Gestacional, acalme-se e procure o seu médico. Nada está perdido. Ah, se alguém também passou por isso e deseja compartilhar a sua experiência, ficarei super feliz e grata pelas dicas ou sugestões. Nessas horas, vale demais escutarmos histórias (de sucesso, por favor) alheias.

Até mês que vem.

Beijos, Juliana Baron

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Juliana Baron é um milhão de mulheres em uma só e isso, às vezes, gera uma confusão absurda (por isso, tanta terapia) e, consequentemente, muito assunto para escrever. É apaixonada pelo universo feminino e pretende trabalhar com ele assim que se formar em Psicologia. É mãe do João e está grávida de mais um menino, mas jura que vive uma vida para além da maternidade. É coach, gosta de ler, de escrever, de organizar armários, de colecionar coisas e de relembrar a infância.

Você também me encontra em Blogpsicologando.com 🙂

 

11nov

Cirurgia de adenoide e amídalas: Por que operamos e como foi a recuperação?

A operação mais comum entre as crianças é a de retirada das amídalas e da adenoide. Há duas semanas, com total amparo e apoio dos médicos que o acompanham, tomamos a decisão de operar o Dudu.

Resolvi escrever esse post em forma de perguntas e respostas, justamente pra tentar ajudar os pais que passam pela mesma situação que a gente.

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Quais foram os principais sintomas e incômodos que nos levaram a identificar a obstrução da adenoide?

Desde bebê o Dudu roncava muito e fazia um esforço fora do normal pra respirar. Além do ronco, tinha a respiração carregada. Pra ter uma ideia, a gente conseguia ouvir a respiração dele – mesmo acordado – de outro cômodo da casa, sem precisar estar junto.

Como consequência da má qualidade de sono, principalmente nos períodos de crise, as noites mal dormidas dele (e nossa!) resultavam num dia seguinte cheio de manha e impaciência.

Até os dois anos de idade ele babava feito um cachorro São Bernando (típico das crianças que respiradoras bucais), não dava conta de babeiro e de roupas extras que tinha que levar quando a gente saía de casa. Era o maior problema, principalmente no inverno quando, a qualquer descuido, ele estava com o peito encharcado.

Eu vivia uma angústia muito grande, consultamos os principais médicos da cidade em busca de uma solução (quase mágica) pro problema dele. Doutor google também fez parte do processo, embora eu não recomende muito, até porque a gente vê tanta porcaria por aí que é de apavorar!

Todos os tratamentos alternativos foram feitos: antibióticos e até corticoide oral quando o caso chegou ao extremo, além do uso frequente do corticoide nasal. Adiantava por umas semanas, ou até meses, mas muito rápido a obstrução nasal causada pela adenoide grande beirava a 95%.

Isso sem falar nas infecções recorrentes, de ouvido nariz e garganta. O primeiro ano de escola foi um caos. Era 2 dias na escola e 3 em casa, porque vivia doente.

Para verificar e acompanhar o tamanho da adenoide, realizávamos o exame de raio x de cavum de tempos em tempos.

Além da adenoide, Dudu apresentava uma amídala grau 3, que também foi recomendada a retirada.

Ah, e por respirar pela boca, ele projetava a língua pra fora (sobre os dentes inferiores) e ficava sempre de boquinha aberta. Inclusive o palato já apresentava algum sinal de deformação, segundo o pediatra.

 

Por que resolvemos operar o Dudu?

A cirurgia é sempre o último recurso, como eu já disse nesse post onde eu conto a relação que tivemos com os antibióticos antes da operação.

Os médicos que nos acompanharam são bem conservadores com relação à operação, esgotamos as tentativas através de medicamentos e, ainda assim, eu percebia que o coitadinho não tinha qualidade de vida. Aquele sono com ronco pesado, as diversas acordadas no meio da noite com choro forte, inclusive recentemente chegamos a perceber algumas (bem poucas) paradinhas de respirar pelo cansaço e dificuldades: a apneia do sono.

Aos 3 anos e 2 meses Dudu entrou no centro cirúgico. Quem me acompanha no instagram (@agorasoumae) conseguiu ter uma ideia de como foi o nosso dia a dia pós cirúrgico, embora não tenha conseguido me aprofundar muito nas explicações até então, pra dar atenção ao nosso pequeno enfermo!

 

Quantos dias levou a recuperação e como foi o processo pós cirúgico? Ele passou a respirar pelo nariz? Quais foram as mudanças que já pudemos perceber?

Escrevi tudo isso num próximo post (até pra não virar uma bíblia kkk), que vou publicar amanhã em detalhes, falando da alimentação, das limitações, da recuperação do Dudu e das melhorias e mudanças. Mas já adianto que ele está a milhão por hora e deu tudo certíssimo!

Quero agradecer por todo o apoio que recebi de tanta gente que eu nem sequer conheço, li todos os recadinhos da fanpage e do insta e tentei responder todos. Acredito muito em pensamento positivo e boas energias, e podem ter certeza que eu consegui sentir tudo isso vindo de vocês!

Ah, pra quem mora aqui em Floripa e quer indicação dos profissionais que cuidaram tão bem do Dudu. A otorrino é a dra. Fernanda Maia Monteiro (3024-0050) e o pediatra é o Dr. Roberto Morais (3241-3560). Seus filhos estarão em ótimas mãos.

 

Beijoca e voltem amanhã!

30abr

Problemas de tireóide na gravidez e pós parto

Oi meninas,

Sabiam que muitas de nós temos disfunções do hormônio da tireóide e nem sabemos?

problemas de tireoide na gravidez, sintomas podem ser confundidos com depressão

Comigo foi assim, fiquei um bom tempo sem saber que tinha esse problema, até descobrir um nódulo em 2011 que me fez tirar a tireóide por completo. No início foi assustador, o nódulo foi benigno (graças à Deus) e vida que segue tomando meu santo remedinho de cada dia e fazendo o controle da dose do hormônio.

Acontece que na gravidez a tireoide pode causar ainda mais complicações, o hipotireoidismo é ainda mais perigoso, podendo causar até aborto. Por isso a importância de controlar tão bem o hormônio e regular a dose. Fazia exames mensalmente na gestação.

Recebi uma pesquisa da USP em meu email sobre o disfunções da tireóide no pós parto e resolvi compartilhar com vocês! Ali também diz que as gestantes têm 7 vezes mais chances de apresentar tireoidite de Hashimoto no pós parto, muitas vezes os sintomas são confundidos com depressão.

Vou postar na íntegra pra vocês:

“Cansaço, quadros depressivos, desânimo, falta de concentração e excesso de peso podem ser indicações de uma doença que afeta, principalmente, mulheres entre 20 e 40 anos: a tireoidite de Hashimoto (uma doença autoimune, caracterizada por uma inflamação na tireóide causada por um erro no sistema imunológico). No pós-parto, mesmo mulheres sem doença de tireóide podem evoluir com quadro de excesso de função (Hipertireoidismo) ou evoluir direto para Hipotireoidismo, quando a glândula produz menos hormônio, podendo levar à tireoidite de Hashimoto.

Um estudo realizado pela endocrinologista Maria Fernanda Barca, especialista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que, no pós-parto, mulheres que apresentaram alterações ao ultra-som e ou anticorpos contra a tireoide positivos, têm sete vezes mais chances de desenvolver a tireoidite. “Durante a gravidez, o sistema imunológico fica alterado para não haver rejeição ao feto. Quando o bebê nasce, os anticorpos voltam à ativa e eles podem investir contra a tireóide como se esta fosse um órgão estranho – ‘inimigo’-, causando uma inflamação”, explica a endocrinologista Maria Fernanda Barca. “Isso pode acontecer já do 1º mês até um ano pós-parto e pode evoluir para a tireoidite crônica de Hashimoto”.

O estudo que fez parte da tese de doutorado da médica, foi publicado na revista Clinical Endocrinology e contou com a participação de 800 grávidas, das quais no pós-parto 13,8% apresentaram como positivo o exame de sangue que detecta a presença dos anticorpos anti-Peroxidase (anti-TPO) e alterações no ultrassom de tireóide. “Foram fatores determinantes que mostraram a predisposição para desenvolver a doença autoimune, a tireoidite pós-parto seguida de tireoidite de Hashimoto”, afirma a especialista.

Por isso a importância de um ultra-som bem feito. Segundo a Dra. Maria Fernanda, antes de apresentar alteração sanguínea, algumas mudanças já podem ser percebidas no diagnóstico de imagem com o acompanhamento desde a gestação.

“No estudo, identificamos também que das grávidas que desenvolveram a tireoidite pós-parto, por exemplo, 60% regrediram e 40% evoluíram para a  doença de Hashimoto”, diz a endocrinologista.

Nestes casos, a especialista indica o uso de métodos paliativos que podem contribuir significativamente para a qualidade de vida da mulher, tais como betabloqueadores, selênio e antidepressivos e quando necessário o uso de hormônio da tireóide (Levotiroxina).”

Achei super útil repassar essa informação pra vocês. Precisamos monitorar a tireóide não somente durante a gravidez. É legal ficar sempre atenta, já os sintomas são facilmente confundidos com depressão, o que no pós parto pode ser comum.

Beijinhos e muita saúde pra gente!

13nov

Diabetes Gestacional: 7 questões que toda grávida deve saber

Amanhã é o Dia Mundial do diabetes, doença muitas vezes silenciosa e que requer uma série de cuidados especiais. Recebi esse material bem esclarecedor sobre o diabetes gestacional – doença que atinge cerca de 7% das grávidas – e achei importantíssimo compartilhar com vocês, pois fala de sintomas, tratamento e prevenção. É uma doença muitas vezes adquirida por maus hábitos alimentares e de saúde.

DIABETESGESTACIONAL

1 – Hormônios à flor da pele
O diabetes gestacional, normalmente, está relacionado com alterações hormonais. Durante a gravidez, o organismo da mulher sofre diversas mudanças. A principal delas é o aumento na produção de hormônios que podem dificultar ou bloquear a ação da insulina no corpo – substância responsável pelo controle de açúcar no sangue. Na maioria das grávidas, o próprio organismo compensa esse desequilíbrio ao fabricar mais insulina, mas nem todas as mulheres reagem da mesma forma, é quando ocorre a elevação glicêmica, característica do diabetes gestacional.

2 – O excesso de peso é um risco
O diabetes gestacional pode se desenvolver em grávidas que estão acima do peso ou que ganham quilos muito rápido. Alimentação balanceada e dieta nutritiva são as melhores formas de evitar a doença. Entretanto, não são só as obesas que têm risco de contrair o diabetes. Mulheres com a síndrome do ovário policístico e aquelas com histórico de diabetes na família também fazem parte do grupo de risco.

3 – Doença silenciosa
O perigo do diabetes está no fato de a doença não apresentar sintomas, exceto em suas formas mais graves. Alguns sinais são confundidos com outros fatores da gravidez, como inchaço, vômitos sequenciais, visão turva, fadiga, sede e urina em excesso, infecções na bexiga ou na vagina. Por isso há a importância do diagnóstico precoce. A investigação do diabetes deve acontecer tão logo a gravidez complete a 24ª semana, para preservar a saúde da mãe e do bebê.

4 – A curva glicêmica
O exame indicado para o diagnóstico de diabetes gestacional é a curva glicêmica. Nesse teste oral a grávida deve ingerir 100 gramas do mesmo líquido e, novamente, de hora em hora, ser feita a coleta de sangue. Assim, uma hora depois de a substância ser ingerida, o nível de glicose não deve ultrapassar 180 mg/dl. Duas horas depois, esse valor não deve ultrapassar 155 mg/dl. Por fim, após três horas, deve ser menor do que 140 mg/dl. Para fazer os exames é necessário jejum noturno de oito a doze horas.

5 – Tratamento à base de dieta
Na maioria dos casos, o tratamento do diabetes gestacional envolve questões psicológicas, como o exercício da determinação e da disciplina. O controle das taxas de açúcar deve ser feito com uma dieta balanceada associada a prática de atividades físicas. Apenas as mulheres que já possuíam a doença antes de engravidar seguem um tratamento diferencial à base de medicamentos ou doses de insulina, porém, o cuidado com a nutrição e a prática de exercícios físicos também servem para elas.

6 – Perigo para mães e bebês
O excesso de açúcar representa um risco para os bebês, pois o pâncreas – órgão responsável pela produção de insulina – fica sobrecarregado. Além disso, essa substância é responsável pelo crescimento de alguns órgãos e tecidos, dessa forma, o diabetes gestacional pode interferir nesse processo, trazendo consequências como aumento de órgãos, icterícia, problemas respiratórios e até cardíacos. Para a mãe, o malefício do diabetes pode estar relacionado com a elevação da pressão arterial.

7 – Prevenção para ficar longe do diabetes
A prevenção é a melhor forma de estar distante das preocupações com o diabetes. Realizar um bom pré-natal com um especialista de confiança, manter a alimentação saudável resistindo às tentações e a alguns desejos, procurar uma atividade física de baixo impacto que de adapte-se a suas condições e manter os exames clínicos em dia são algumas dicas para você ter uma gravidez tranquila e com saúde. Se mesmo assim você desenvolver diabetes gestacional, saiba que ela passa após o parto e seus níveis de glicose voltarão ao normal.

Dr. Jorge Rezende Filho, obstetra da Casa de Saúde Santa Lúcia.

Não custa nada se cuidar!

Beijinhos!