Trabalho de parto. Eu nunca tinha prestado atenção no termo. Acho que as pessoas só se dão conta quando elas realmente vivem. Diga-se de passagem, Foi um trabalhão.

Queria ter parto normal, desde o começo falei que pelo menos iria tentar. Não sou dessas radicais que defendem o parto normal acima de qualquer circunstância, mas nunca escondi minha preferência.

Dudu, imprevisível como sempre, estava com pouco líquido amniótico e eu com as 40 semanas completas sem nenhum sinal de trabalho de parto.

Era preciso que ele viesse ao mundo naquela quarta-feira, dia 24 de agosto.

A solução que eu e minha médica encontramos foi tentar induzir o parto normal. Sorinho na veia, medicações e começaram a chegar as contrações e a dilatação, certo? Em partes.

As contrações chegaram logo e me acompanharam por um dia inteirinho. Junto com elas choro, sofrimento, alguns gritos, dor, dor, muiiiiiiiiiita dor, ai que DOR!

Dilatação? – Após 12 horas de trabalho de parto e contrações horrendas de 2 em 2 minutos – 3 míseros dedos (é preciso ter 10). Às 20h eu implorei por uma cesárea.

Fiz tudo o que eu pude pra ter o parto normal. Até poderia ter tido se tivesse esperado mais umas milhares de horas, mas o meu limite já tinha passado há muito tempo!

O mais estranho de tudo isso é que não me arrependi do jeito que foi.

Coincidentemente, dias antes do Dudu nascer, falei com uma mãe que disse ter sentido falta de não ter vivido o trabalho de parto, que parece que tu te sentes mais mãe quando vives isso. Pelo menos serviu pra eu me sentir muito mãe!

Teve até prêmio de consolo: descobri que as contrações ajudam a preparar melhor o bebê mesmo para a cesárea, contribuem para a produção do leite por causa da ocitocina, reduzem os riscos de hemorragia e melhoram a cicatrização.

Se me arrependo? Não. Mas existe uma grande distância entre se arrepender e ter coragem pra fazer de novo!

O que realmente importa nisso tudo é que o Dudu chegou saudável e é a coisa mais linda! Não achei com a mínima cara de joelho. Tá, sou suspeita eu sei!

Mas todo mundo me fala que ele é lindo, então ele deve ser mesmo, né? Pra mim é o mais perfeito do mundo!

Esse é meu pimpolho.

Não posso deixar de registrar toda a minha gratidão a duas pessoas em especial. À minha médica querida, Dra. Raphaella Bristot, que ficou comigo das 8h as 21h e me ajudou a ficar calma na medida do possível.

Ao Tiago, pai do Dudu e meu amado noivo, que me fez aguentar firme e mesmo sem poder ver sangue na frente fez questão de assistir cada minutinho do parto e está se mostrando um excelente pai.

Queria finalizar o post com algo que meu amigo Dênis me escreveu: “A frase mãe trabalhadora é redundante. Boa sorte no seu novo emprego.”

E que trabalhão que dá! Noussa Senhoura!

É isso! Agora sou mãe, de verdade. E o Dudu deu a primeira brechinha pra eu vir aqui escrever. Hora de atendê-lo novamente!

Beijos!!!

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