Sabia que a depressão pós parto pode ser mais comum em homens do que em mulheres?

Os pais com DPP podem representar 21% (contra 15% da média feminina).

É o que aponta um estudo publicado pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido.

Acho que o mundo pré e pós bebê muitas vezes se resume aos que estavam presos pelo cordão.

E o coitado do pai (tá, nem sempre ele é coitado. Eu sei) pode se sentir excluído.

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Mas não é só isso que pode deixar o moço assim.

Vou analisar com o meu olhar e depois eu cito as fontes que comprovam o achismo (já que não sou blogueira suicida e prezo pela veracidade do que escrevo aqui).

Toda a família é impactada com a chegada do bebê. Sim, é lindo. Sim, é muuuuito difícil.

E quem não sabe disso vai se frustrar. De verdade.

Normalmente, nós mulheres, temos pra onde correr. Ainda que sozinhas com o bebê, procuramos um jeitinho de canalizar nossas emoções.

Fala sério, a gente desabafa com o que vê pela frente e na hora do aperto, fica amiga até de um poste.

No meu caso (como nesse e em vários outros momentos) escolhi essa tela. Mas nesse parágrafo, falo por mim e por uma parcela que possa se identificar.

Sei que no caso da mulher com DPP a coisa muda de figura.

E os homens? Será que conversam o suficiente sobre suas dificuldades e desafios do primeiro ano de vida do bebê?

Será que se preparam pra isso?

Pra ter uma noção, basta comparar a quantidade de blogs maternos e paternos. Esses eu conto nos dedos.

Mas peraí. Parece que o cara não tem o direito de sentir tanto quanto a gente.

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Afinal, eles não gestaram, deformaram o corpo, não foram atacados por hormônios (que mais pareciam exús) e que faziam a gente não responder por nós.

Como assim tá estressado? Quer trocar de lugar comigo? Se liga! Você não aguentaria um dia.”

Quem nunca pensou – ou falou isso, que atire a primeira fralda!

Quem me dera os pais também ficassem grávidos.

Perdi as contas de quantas vezes explodi com meu marido ao tentar “comparar” as tarefas que envolvem o dia a dia do recém nascido, ou competir sobre quem está mais cansado.

E aprendi uma coisa: entrar nessa onda é batalha perdida, pros dois lados.

É difícil pra gente. Mas pra eles também! E cada um no seu quadrado. (ado, aádo)

A verdade é que a (nem tão) nova configuração familiar mexeu com o psicológico da nossa geração.

Os papéis tão bem definidos antes – pai/provedor mãe/dona de casa já não representam a maioria, mas refletem a forma de como a maior parte de nós fomos criados.

É difícil brigar com valores enraizados, muitas vezes presentes apenas em nosso inconsciente.

Ah, voltando a falar deles. (sim, porque dominei o assunto, contei minha história e no caso, era pra falar da DPP masculina!)

Os problemas mais recorrentes relatados pelos novos pais 

  • Dificuldade em criar vínculo com o bebê, falta de atenção da esposa e problemas no relacionamento conjugal;
  • Transformações no papel familiar e identidade pessoal;
  • Stress pela mudança da rotina e principalmente do sono;
  • Sentimento de obrigação em amparar psicologicamente a mãe;
  • Pressão por sentir-se o provedor da casa.

Principais sintomas da depressão pós parto masculina

  • Irritabilidade
  • Tristeza
  • Falta de apetite
  • Falta de vontade de se relacionar com a parceira, inclusive com o bebê.

Mas só quem pode dar o diagnóstico é um especialista!

Uma das pesquisas que eu acessei pra fazer este texto, publicada na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia recomendou a participação e envolvimento do pai desde a gravidez como membro da família (não um mero acompanhante da mãe).

E a busca de informações sobre o puerpério por parte do pai, pois a DPP masculina pode ter relação com a falta de conhecimento e despreparo.

Ou seja, o envolvimento do pai desde a gravidez representa muito, aproxima o casal e traz benefícios principalmente pra ele!

Fonte:

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Daily Mail United Kingdom

Hospital Albert Einstein

 

 

 

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