Toda mãe que se vê com um bebezinho no colo pela primeira vez passa por inúmeras emoções – algumas muito boas e outras, nem tanto.. E podemos dizer com tranquilidade que uma das principais preocupações de todas elas é: “vou conseguir amamentar?”.

Nós já conhecemos todos os benefícios do leite materno, e vemos por aí muitas campanhas e propagandas muito bonitas sobre isso. Mas e na prática? Será que é assim fácil? Infelizmente, nem sempre é o caso.

Amamentar envolve muitos desafios e, para a maioria das mães, não é algo inato, que ela “nasceu sabendo”. É algo que se desenvolve aos poucos, e aos trancos e barrancos, até que a mãe e o seu bebê consigam enfim chegar àquele momento de paz e tranquilidade no momento da amamentação.

E também existem aquelas que não conseguem, o que pode acontecer por diversos motivos – e está tudo bem! Nesses casos, procurar o seu pediatra é essencial, pois apenas ele pode indicar qual a melhor opção para a nutrição do seu bebê.

Neste Agosto Dourado, mês da conscientização do aleitamento materno, contamos com diversas dicas que extraímos da nossa live com a queridíssima Soninha Silva, enfermeira obstetra e consultora em aleitamento materno, que podem ajudar a acalmar e até mesmo socorrer várias mães com dúvidas e dilemas sobre esse assunto tão importante. Vamos lá?

Preparação é essencial.

 

Confira dicas de amamentação importantes para ajudar nesta fase

Como preparar o seio para amamentação?

O nosso corpo e a natureza já fazem grande parte do processo de preparação para a amamentação. A aréola fica mais escura e mais rígida, e passa a secretar uma substância importante para a hidratação e proteção da área. Por isso, não é indicado o uso de cremes, óleos, sabonetes ou buchas no mamilo, já que eles retiram essa substância e atrapalham o processo natural de defesa do organismo.

O tipo de sutiã que a mãe usa também pode influenciar na proliferação de fungos e bactérias, provocando a mastite. Bojos e aros de ferro devem ser evitados, dando preferência para sutiãs de tecidos respiráveis, que não apertem os dutos mamários. Ah, e isso vale desde a gravidez! Há casos de mastite ainda durante a gestação, por isso é importante se cuidar desde cedo.

Pega do bebê

Uma das principais dificuldades apresentadas pelas mães no consultório é a pega do bebê no seio. Será que é culpa da mãe? Ou ainda do bebê? É claro que não. São inúmeros fatores que devem ser avaliados por um profissional e acompanhados de perto.

É importante salientar que o bebê não pega apenas o bico do peito, e sim toda a aréola, fazendo a sucção e o movimento de ordenha para que o leite saia. Portanto, se você tem o bico plano, por exemplo, não necessariamente significa que você não vai conseguir amamentar.

Antes de aderir ao uso de acessórios como bicos de silicone, fale com um profissional e peça ajuda. O uso desses acessórios pode ser útil, mas também pode dificultar mais para frente pois o bebê pode não se adaptar à retirada deles.

Conchas e absorventes de seio: usar ou não?

O uso desses acessórios não é contraindicado, mas exige alguns cuidados. O leite materno é vivo, biológico, ou seja, quando entra em contato com o ar e o suor, pode favorecer a proliferação de fungos e bactérias, causando mastite e outras infecções na mãe.

Portanto, se você usar concha ou absorvente, é importante não deixar por muito tempo e sempre higienizar a área. Se você tem fissuras ou machucados no seio, deve tomar cuidado redobrado com absorventes de algodão, que podem piorar o quadro ao serem puxados. Nesses casos, a indicação é sempre molhar o absorvente com água morna antes de retirá-lo.

Além disso, é válido reforçar a importância da higiene para a amamentação, e isso envolve muitos fatores. Aqui vão algumas dicas:

  • Sempre lavar as mãos antes de amamentar;
  • Evitar usar o celular durante a amamentação (nível de dificuldade máximo! Mas aparelhos de celular são focos enormes de bactérias);
  • Cuidar com a higiene do bebê, evitando que as pessoas beijem ou peguem na mãozinha dele, já que isso pode ser transmitido para a mãe;
  • Não deixar a mama cheia – caso o bebê não beba todo o leite, esvazie logo depois.

Mas é essencial que a mãe saiba que ela não precisa passar por isso tudo sozinha! Se você sente dor, tem inflamações ou qualquer outro problema, procure um especialista em amamentação antes da situação se agravar. A amamentação deve ser um processo leve, prazeroso, e nunca um sofrimento.

É claro que isso não significa que tudo será fácil, mas com conhecimento e ajuda, sempre fica melhor. Se puder, procure auxílio ainda na maternidade, para sair de lá com o máximo de informações possível e ter menos transtornos em casa.

E lembre-se que tem um monte de gente passando por isso com você! Todas essas dicas são preciosas, mas cada mãe é diferente, e cada bebê também, então fica tranquila: o melhor jeito de amamentar é o seu.

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