Por Juliana Baron

Chegou dezembro! Mês de correrias, de finalizações, de festas, de listas, de presentes, de férias. Ufa.

E, justamente, por conta de todo esse corre corre típico de final de ano, hoje vim propor um exercício diferente.

Um exercício difícil, que necessita de atenção, dedicação e comprometimento: o de estar presente.

Confesso que estou sempre escrevendo sobre esse exercício porque eu mesma sinto muita dificuldade quando preciso estar presente, de fato, em algum momento.

Ou estou pensando no que preciso fazer a seguir ou estou respondendo algum email no celular ou estou “pré-ocupada”.

E depois fico imaginando quantos detalhes já perdi de encontros e de instantes, porque não estava de corpo inteiro, de alma, naquilo que estava vivendo e que, obviamente, não voltará mais.

Esteja-Presente

Gosto muito de uma história que me foi contada na terapia e que tem relação com essa correria que vivemos diariamente (e que se multiplica nessa época do ano), que nos priva de degustar o “presente do presente”.

Como eu não a achei da forma como me foi contada, vou lhes contar com as minhas próprias palavras.

“Certo dia, um índio viajou de trem pela primeira vez na vida. Ao chegar ao seu destino, a última estação do trem, ele desceu, se sentou num banco e ali ficou por horas a fio, sem se mover.

Um senhor que trabalhava por ali, intrigado com aquele índio sentado há horas no mesmo banco, aproximou-se e perguntou o porquê dele estar ali sem fazer nada.

Então, o índio, com aquela calma, típica dos serenos, respondeu que ele não estava sem fazer nada.

Que como a viagem tinha sido muito rápida, ele estava esperando a sua alma, que ainda não havia chegado.”

Sempre que me atraso e chego esbaforida em algum compromisso, lembro dessa história.

Então, quando é possível, peço licença, sento, respiro, me concentro e espero minha alma chegar também.

Sem ela, corro um sério risco de não estar presente naquele momento, de fazer escolhas precipitadas, de falar o que eu não devo.

Portanto, é esse o convite que venho lhe fazer nesse dezembro, nessa reta final de 2014.

Que estejamos presentes naquele presente, naquele instante. Se precisar, esqueça o celular, desligue a televisão, ignore aquele seu lado perfeccionista, tagarela, cheio de demandas camufladas de urgentes.

O que é importante, de verdade?

Como esse é o meu último texto do ano, aproveito para lhe desejar boas festas, muitas reuniões ao redor de uma mesa farta de familiares, muitos momentos preciosos, muito tempo para degustá-los, muita calma e muita alma!

E que venha 2015!

esteja-presente

Juliana Baron é um milhão de mulheres em uma só e isso, às vezes, gera uma confusão absurda (por isso, tanta terapia) e, consequentemente, muito assunto para escrever. É apaixonada pelo universo feminino e pretende trabalhar com ele assim que se formar em Psicologia. É mãe do João e está grávida de mais um menino, mas jura que vive uma vida para além da maternidade. É coach, gosta de ler, de escrever, de organizar armários, de colecionar coisas e de relembrar a infância.

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