Por maior que seja sua rede de apoio, é difícil ter gente pra conversar sobre puerpério quando a gente não consegue amamentar. Comigo não foi diferente, mais uma vez me escondi atrás da mamadeira por um tempo.

Em todos os meus grupos, mães trocam dicas valiosas que ajudam na amamentação, desde como tratar o bico fissurado às mais diversas terapias para estimular a produção de leite materno.

Eu nunca vi alguém perguntando qual modelo de mamadeira comprar, ou qual a melhor fórmula pra dar para o bebê. Em grupo aberto, eu NUNCA vi.

A mãe que não amamenta, mesmo sem querer, se fecha. Ela não quer ouvir “mas o que aconteceu?” Ou “será que você não deveria tentar mais um pouco?”. Entenda. Antes de ser mãe, ela é BICHO. Nada nos torna mais animal do que o puerpério. Tudo o que eu queria era que minha filha (e meu primeiro filho) se alimentassem do MEU leite, e fui até o meu limite – ultrapassei – ambas as vezes.

Todo mundo sabe que o leite materno é a melhor opção e seus nutrientes são insubstituíveis. Mas a amamentação não é uma opção para todas as mulheres e cada uma sabe dos seus motivos, ninguém pode julgar. Então por que a mamadeira ainda é um estigma?

Afirmar que dar o peito aumenta o vínculo mãe e bebê mais do que outra forma de alimento é o maior golpe que qualquer mãe pode receber.

Vínculo é criado pela relação de olho no olho, contato pele a pele, convívio e doação. Vínculo é criado pelo amor.

Se você amamenta ou não, o VÍNCULO que você vai ter com seu filho será o mesmo. Eu digo pois sou prova viva: meu filho mais velho tem 8 anos e nosso vínculo não poderia ser maior.

Se por acaso você não conseguir amamentar, lembre que tem um bocado de gente passando por isso, e receba do lado de cá da tela o meu sincero e forte abraço.

Ah, e alimente seu filho FELIZ e com AMOR, seja do jeito que for. 💕

Texto por Bia Mendes.

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