Oi meninas,

Sabiam que muitas de nós temos disfunções do hormônio da tireóide e nem sabemos?

problemas de tireoide na gravidez, sintomas podem ser confundidos com depressão

Comigo foi assim, fiquei um bom tempo sem saber que tinha esse problema, até descobrir um nódulo em 2011 que me fez tirar a tireóide por completo. No início foi assustador, o nódulo foi benigno (graças à Deus) e vida que segue tomando meu santo remedinho de cada dia e fazendo o controle da dose do hormônio.

Acontece que na gravidez a tireoide pode causar ainda mais complicações, o hipotireoidismo é ainda mais perigoso, podendo causar até aborto. Por isso a importância de controlar tão bem o hormônio e regular a dose. Fazia exames mensalmente na gestação.

Recebi uma pesquisa da USP em meu email sobre o disfunções da tireóide no pós parto e resolvi compartilhar com vocês! Ali também diz que as gestantes têm 7 vezes mais chances de apresentar tireoidite de Hashimoto no pós parto, muitas vezes os sintomas são confundidos com depressão.

Vou postar na íntegra pra vocês:

“Cansaço, quadros depressivos, desânimo, falta de concentração e excesso de peso podem ser indicações de uma doença que afeta, principalmente, mulheres entre 20 e 40 anos: a tireoidite de Hashimoto (uma doença autoimune, caracterizada por uma inflamação na tireóide causada por um erro no sistema imunológico). No pós-parto, mesmo mulheres sem doença de tireóide podem evoluir com quadro de excesso de função (Hipertireoidismo) ou evoluir direto para Hipotireoidismo, quando a glândula produz menos hormônio, podendo levar à tireoidite de Hashimoto.

Um estudo realizado pela endocrinologista Maria Fernanda Barca, especialista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que, no pós-parto, mulheres que apresentaram alterações ao ultra-som e ou anticorpos contra a tireoide positivos, têm sete vezes mais chances de desenvolver a tireoidite. “Durante a gravidez, o sistema imunológico fica alterado para não haver rejeição ao feto. Quando o bebê nasce, os anticorpos voltam à ativa e eles podem investir contra a tireóide como se esta fosse um órgão estranho – ‘inimigo’-, causando uma inflamação”, explica a endocrinologista Maria Fernanda Barca. “Isso pode acontecer já do 1º mês até um ano pós-parto e pode evoluir para a tireoidite crônica de Hashimoto”.

O estudo que fez parte da tese de doutorado da médica, foi publicado na revista Clinical Endocrinology e contou com a participação de 800 grávidas, das quais no pós-parto 13,8% apresentaram como positivo o exame de sangue que detecta a presença dos anticorpos anti-Peroxidase (anti-TPO) e alterações no ultrassom de tireóide. “Foram fatores determinantes que mostraram a predisposição para desenvolver a doença autoimune, a tireoidite pós-parto seguida de tireoidite de Hashimoto”, afirma a especialista.

Por isso a importância de um ultra-som bem feito. Segundo a Dra. Maria Fernanda, antes de apresentar alteração sanguínea, algumas mudanças já podem ser percebidas no diagnóstico de imagem com o acompanhamento desde a gestação.

“No estudo, identificamos também que das grávidas que desenvolveram a tireoidite pós-parto, por exemplo, 60% regrediram e 40% evoluíram para a  doença de Hashimoto”, diz a endocrinologista.

Nestes casos, a especialista indica o uso de métodos paliativos que podem contribuir significativamente para a qualidade de vida da mulher, tais como betabloqueadores, selênio e antidepressivos e quando necessário o uso de hormônio da tireóide (Levotiroxina).”

Achei super útil repassar essa informação pra vocês. Precisamos monitorar a tireóide não somente durante a gravidez. É legal ficar sempre atenta, já os sintomas são facilmente confundidos com depressão, o que no pós parto pode ser comum.

Beijinhos e muita saúde pra gente!

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