Hoje trago mais um depoimento de leitora, que se tornou uma amiga querida – mesmo que de internet, embora a gente more no mesmo bairro!

A Bruna Flores é mãe da Sofia e do Caetano, e decidiu tê-los em um intervalo pequeno de tempo entre eles. Bom, deixem que ela mesma vai contar a vocês!

Desde que decidimos engravidar pela primeira vez, sempre esteve em nossos planos ter o segundo filho – e quem sabe um terceiro? – logo em seguida, para que a diferença de idade entre eles fosse pequena.

Tanto eu quanto meu marido temos pelo menos 5 anos de diferença entre nossos irmãos, e sentimos falta de um irmão mais próximo na infância.

A Sofia nasceu em maio de 2010, e, logo depois que ela fez um aninho, que passou a andar, a não exigir mais comidinha especial, a iniciar um processo mais “independente”, decidimos ter outro filho.

O Caetano nasceu 13 dias antes do segundo aniversário dela.

Muita gente me acha doida de ter tido coragem, especialmente quem, como eu, viu que cuidar de um bebê dá muuuito mais trabalho do que se imagina (né Bia?? Rsrsrs). Mas deixem eu expor meus argumentos:

CASA: o que fazer com aquela montanha de tralha que a gente acumula no primeiro ano do bebê (carrinho, bebê-conforto, banheira, berço, protetor de berço, etc etc)? Até mesmo as roupas de gravidez e amamentação, pouquíssimo usadas! Como eu sabia que teria um dia outro filho, não iria me desfazer; então, achei melhor nem guardar nada, e re-utilizar logo!

VIDA PROFISSIONAL: um pouco antes de tomar a decisão, tive uma proposta para assumir um cargo que é o primeiro passo da carreira gerencial no banco. Iria ganhar mais, mas trabalhar mais também. E aí veio a dúvida: se eu entrar neste caminho agora, será que vou achar tempo pra ter outro filho? E, se eu não entrar agora, quando vou poder entrar? Me senti encurralada! Então pensei: vou ter outro filho agora, passar essa fase de bebês de uma vez, e dentro de alguns anos estarei pronta para novos desafios.

VIDA SOCIAL: não sei vocês, mas minha vida social reduziu drasticamente depois de ser mãe – e olha que eu sou daquelas corajosas, que se joga pra shopping, cinema ou parquinho sozinha, sem carrinho, só com sling se possível. Mas o fato é que sair com bebê é uma super função, e deixar bebê com os outros não rola muito, principalmente pra mim que não tenho mãe ou sogra disponível pra ajudar. Quando a criança é maiorzinha – como a Sofia, que está com quase 3 anos agora – fica mais fácil pedir um help pros padrinhos ou tios, por exemplo, quando temos algum evento. Até as saídas de casa com eles ficam mais tranquilas. Acho que, se eu demorasse muito, talvez não tivesse coragem de começar tuuuudo de novo.


 

Hoje estou com praticamente dois bebês em casa: em maio, farei uma festinha de 3 anos pra ela e de 1 ano pra ele (Ahá! Esqueci da vantagem da festinha conjunta! Hehehe!).

Dá muito trabalho? LÓÓÓGICO! Mas aí eu penso: será que não daria trabalho com qualquer diferença de idade, só que de uma forma diferente? Um adolescente e um bebê, cinco anos e um bebê, será que em algum momento é fácil ter dois filhos?

Confesso que, em duas situações, eu cheguei a me questionar se fiz a coisa certa – fins de semana que fiquei sozinha direto com os dois, o Caetano engatinhando, mexendo em tudo e exigindo colo, e a Sofia querendo atenção.

São momentos em que acho que pode ter sido sacanagem com ela, que acabou perdendo o colo mais cedo. Mas aí eu digo a mim mesma o que eu disse a uma amiga que teve trigêmeos, quando ela me falava do medo de não ter colo suficiente pra todos: a gente pode ter menos colo, mas em compensação estamos dando um amigo pro resto da vida, que vai brincar das mesmas coisas, gostar dos mesmos programas e falar a mesma língua.

Acho que deve ser muito legal ter isso também!

Enfim meninas, acho que, em relação a filho e amor familiar, não há certo e errado, há possibilidades e escolhas. Eu fiz a minha, e estou feliz com ela. Já escrevi demais!

Outra hora passo aqui pra contar como foi que a Sofia recebeu o “intruso”, mas já adianto: o ciúme já virou amor faz tempo!

Já tinha conversado um pouco com a Bruna sobre este assunto e, confesso que ela me fez pensar diferente sobre a decisão de ter um irmãozinho para o Dudu.

Lógico que existem muitos outros fatores que formam a decisão de um segundo filho, mas eu tenho a sensação de que se esperar muito tempo, vai me faltar coragem no futuro. Além do que é muito legal ter uma diferença de idade pequena, para os dois.

Bruna, eu adorei a tua participação por aqui! Muito obrigada por ter contribuído tão prontamente. Ah, e estou doida pra saber como anda a relação entre eles. Beijo enorme na família!

 

 

 

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